Maior pressão do resultado financeiro impactou última linha do balanço da produtora de papel e papelão.
Celulose Irani inaugura safra com lucro menor

A fabricante de papel kraft e papelão ondulado Celulose Irani inaugurou ontem a temporada de balanços do primeiro trimestre, com lucro líquido de R$ 3,5 milhões, 12% menor do que o observado um ano antes.
De janeiro a março, a receita líquida da companhia controlada pelo grupo gaúcho Habitasul ficou praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2011, em R$ 117,7 milhões.
Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 8,3% na mesma base de comparação, para R$ 28,2 milhões – considerando-se um ajuste relativo a provisões em 2011, a variação do Ebitda foi de apenas 0,3%.
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O principal impacto sobre o lucro líquido veio da linha financeira. O resultado dessa rubrica foi negativo em R$ 11,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, frente aos R$ 8 milhões negativos contabilizados um ano antes.
Com apenas 11% de seu capital em circulação no mercado, a Celulose Irani anunciou recentemente que pretende captar recursos por meio de uma oferta pública de units, certificados de ações que reunirão uma ação ordinária (com direito a voto) e quatro preferenciais (sem direito a voto) – o valor da oferta não foi revelado.
A empresa anunciou ainda que pretende migrar para o chamado Nível 2 de governança da BM&FBovespa, que amplia os benefícios dos detentores de papéis preferenciais.
Em entrevista ao Valor no início do ano, o diretor-superintendente da Irani, Péricles Druck, afirmou que a companhia avaliava um novo ciclo de investimentos. Para 2012, o conselho de administração da companhia aprovou investimentos de R$ 40,7 milhões.





















