Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Sustentabilidade

Suinocultura sustentável avança no Agreste com uso de biodigestores e redução de custos nas propriedades

Veja como a suinocultura sustentável e os biodigestores estão transformando a produção no Agreste, reduzindo despesas nas propriedades

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Suinocultura sustentável avança no Agreste com uso de biodigestores e redução de custos nas propriedades

A adoção de biodigestores em pequenas propriedades do Agreste Meridional de Pernambuco tem promovido ganhos econômicos e ambientais na suinocultura regional. A tecnologia permite transformar dejetos de suínos em biogás e fertilizante natural, reduzindo despesas com energia e insumos, além de melhorar o manejo ambiental nas granjas.

A iniciativa integra o projeto “Fortalecimento da suinocultura sustentável: inovação e valor na produção do Agreste Meridional”, conduzido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Com investimento superior a R$ 320 mil, a ação já beneficia 20 produtores nos municípios de São Bento do Una, Lajedo, Canhotinho e Tupanatinga.

Na prática, os biodigestores utilizam os resíduos gerados na criação de suínos para produzir biogás, que pode ser empregado diretamente no consumo doméstico, substituindo o gás de cozinha. Em média, cada unidade é capaz de gerar o equivalente a dois a quatro botijões por mês. Além disso, o subproduto do processo é utilizado como biofertilizante em lavouras, contribuindo para a redução de custos com adubação.

A suinocultora Cleidiane Souza de Almeida, produtora em São Bento do Una, relata ganhos diretos com a tecnologia. Desde que implantou o biodigestor, passou a utilizar o gás gerado na própria propriedade, além de aproveitar os resíduos como adubo em culturas como palma e milho. O sistema também contribui para maior organização no manejo dos dejetos, com reflexos positivos na sanidade da produção.

Outro produtor beneficiado, Jakelson do Nascimento Silva, de Tupanatinga, destaca a versatilidade do equipamento ao integrar resíduos da suinocultura e da bovinocultura leiteira. O uso combinado amplia a geração de biogás e potencializa o aproveitamento energético na propriedade.

As atividades do projeto tiveram início em junho de 2025 e incluem assistência técnica contínua, capacitação prática e acompanhamento dos produtores. Entre as metas estabelecidas estão a redução de até 15% nos custos de produção e a diminuição em até 12% no tempo necessário para que os animais atinjam o peso de abate, resultado associado à melhoria das condições sanitárias.

Além da eficiência produtiva, o uso de biodigestores contribui para a mitigação de impactos ambientais, ao evitar a contaminação do solo e de recursos hídricos pelo descarte inadequado de dejetos. A tecnologia também se alinha às exigências crescentes por sustentabilidade na cadeia de proteína animal.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pernambuco registrou um rebanho de 160.532 suínos em 2024, com destaque para São Bento do Una como principal polo produtivo. Apesar disso, a atividade ainda é considerada complementar à bovinocultura de leite na região e enfrenta desafios estruturais, como a necessidade de maior tecnificação, melhoria no manejo produtivo e ampliação de investimentos em sustentabilidade.

Nesse contexto, a disseminação de tecnologias como os biodigestores representa um avanço estratégico para o fortalecimento da suinocultura no estado, contribuindo para maior eficiência econômica, segurança sanitária e sustentabilidade ambiental nas pequenas propriedades.

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