O principal prejuízo, porém, deve ficar para o agricultor pagar.
Perda pós-colheita afeta 4% da produção no MT

É comum viajar pelas rodovias de Mato Grosso e avistar grandes quantidades de soja espalhadas por centenas de quilômetros. Da mesma forma, basta seguir por pouco tempo um caminhão no Estado para ter o para-brisa do carro atingido diversas vezes por grãos de soja que caem da caçamba.
Esse desperdício do grão, somado a outras etapas do processo produtivo como colheita e armazenagem, faz com que cerca de 4% da produção de soja brasileira seja perdida todos os anos em etapas pós-colheita, segundo levantamento feito pela Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). Quase um quarto dessas perdas se dá no transporte da oleaginosa entre a fazenda o destino final.
“Existe muito grão perdido nas estradas brasileiras. É um absurdo. Existe um programa desenvolvido pela Embrapa, em Londrina, para qualificar produtores. O resultado é que o prejuízo já caiu lá. Queremos agora replicar esse modelo no Estado e conscientizar os motoristas e incentivar quem desperdiça menos”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro.
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O principal prejuízo, porém, deve ficar para o agricultor pagar. De acordo com levantamento da entidade, as perdas totais com as quais o agricultor arca podem chegar a 10% de sua produção. A explicação está nos custos da padronização dos grãos, que correspondem a 6%, segundo a associação.





















