Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,10 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,04 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,07 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 177,24 / cx
Insumos

Armazém na ponta do lápis

Crédito não falta, mas contratos milionários exigem precisão nos cálculos de viabilidade.

Compartilhar essa notícia
Armazém na ponta do lápis

A oferta de crédito sem precedentes – com R$ 25 bilhões para cinco anos – ampliou o interesse dos produtores na construção de armazéns, mas trouxe uma dúvida crucial ao setor: qual a linha de corte da viabilidade? Juro baixo, prazo longo e projetos adaptados para a agricultura familiar aquecem a demanda. Mas há risco de estruturas modernas se tornarem deficitárias no longo prazo, apontam os especialistas.

O crédito consumido atualmente foi anunciado pelo governo federal há quatro meses no Plano Agrícola e Pecuário 2013/14 (PAP). Para esta temporada, foram disponibilizados R$ 5 bilhões, dos quais um terço já tem destino definido. Só as cooperativas do Paraná solicitaram R$ 600 milhões e tentam ficar com R$ 1,5 bilhão até 2015. O prazo de pagamento é de 15 anos e o juro de 3,5% ao ano, uma taxa que, diante da inflação atual, pode ser considerada negativa.

A euforia promete aumentar o faturamento das empresas que constroem armazéns de 20% a 30% neste ano, afirma João Tadeu Franco Vino, coordenador do grupo de armazenagem da Associação Bra­­sileira da Indústria de Má­­­quinas e Equipamentos (Abimaq). “Houve um aumen­­to nas solicitações de orçamento e fechamos mais pedidos financiados”, aponta o executivo, que é superintendente comercial da Kepler Weber.

O lançamento de modelos para áreas entre 50 e 100 hectares estimula o mercado, conforme Nilson Hanke Camargo, assessor técnico e econômico da Federação de Agricultura do Paraná (Faep). “Existem modelos com capacidade menor, entre 1,8 mil sacas e 8 mil sacas, que se tornam viáveis para esses produtores”, sustenta. O custo das menores unidades é de R$ 110 mil e pode chegar a R$ 274 mil nas maiores.

No entanto, o aconselhável é que a estrutura tenha um “tombo” de uma vez e meia a duas vezes, aponta o assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti. Ou seja, um armazém de 10 mil sacas deve receber de 15 mil a 20 mil por ano.

Apesar da queda nos custos financeiros, a avaliação dos produtores precisa ser criteriosa, defende Alcemir Chiodelli, conselheiro da Associação Bra­­­sileira de Pós-Colheita de Grãos (Abrapós). “O custo de conservação dos grãos é elevado e exige um conhecimento técnico que nem todos os produtores possuem”, avalia. Ele lembra que em muitos casos a operação dos equipamentos exige mão de obra especializada. “Além disso, é necessário ter capacidade de pagamento e garantias para dar à instituição financeira”, acrescenta.

Quem mantém a colheita na propriedade nem sempre consegue preços melhores, lembra Mafioletti. “Há casos em que o preço na safra acaba sendo mais alto do que na entressafra, como foi o caso do milho neste ano.” O aumento na oferta do cereal fez com que o produto se desvalorizasse.

Quem está considerando todos esses elementos chega a uma avaliação clara de viabi­­lidade. O agricultor Luiz Octavio Bannach Rolim fez as contas e decidiu investir R$ 1 milhão em uma estrutura de armazenagem e secagem de grãos. Ele poderá guardar 25% de sua produção anual e acredita em retorno suficiente para quitar o armazém antes dos dez anos previstos no contrato de financiamento. A estrutura em finalização deve ser usada imediatamente para guardar trigo e, em 2014, para a soja, milho e feijão. Se a estratégia der certo, pretendem ampliar gradualmente a capacidade de armazenagem e arrendar a estrutura em caso de ociosidade.

Indústria entra em fase de ouro – O incentivo governamental para a construção de armazéns abriu uma fase de expansão na indústria. Na Granfinale, de Castro (Campos Gerais), as operações da fábrica estão na capacidade máxima, relata o diretor comercial Paulo Bestolini. “Contratamos mais funcionários e eles estão fazendo horas extras. A projeção é de 25% de crescimento nas vendas [de 2012 para 2013]”, aponta.

A Perfipar, que tem fábrica em Rolândia (Norte), também confirma a demanda reprimida. “A reação [às novas linhas de crédito do governo] foi rápida e houve um aumento nas solicitações de orçamento”, relata Paulo Valle, diretor comercial da Perfipar. Ele relata que o efeito sobre o faturamento demora um pouco mais, pois as negociações para a venda podem chegar a nove meses.

João Tadeu Franco Vino, superintendente comercial da Kepler Weber, lembra que o interesse dos agricultores começou a aumentar no ano passado, quanto a linha de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) oferecia juros de 2,5% ao ano, mas o volume de recursos era limitado.

As cooperativas estão entre os principais clientes da indústria de armazéns. “A armazenagem é uma atividade meio. Esse investimento tem o objetivo de favorecer o processo de agroindustrialização das cooperativas”, aponta Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná.

Assuntos Relacionados
créditoeconomiaparaná
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,32
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,49
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 127,91
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,64
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,61
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,54
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,10
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,04
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,07
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 173,38
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 174,89
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 191,38
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 197,27
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 163,71
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 187,34
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,24
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,27
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.289,02
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.156,38
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 200,45
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 175,07
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 160,48
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 177,24
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341