Resultado da empresa de papel e celulose reverteria prejuízo de R$ 24 milhões registrado um ano atrás.
Para analistas, Suzano terá lucro de R$ 112,8 milhões

Com receitas mais fortes tanto no negócio de papel quanto no de celulose, a Suzano deverá anunciar lucro líquido de R$ 112,8 milhões no terceiro trimestre, segundo média das projeções do Bank of America Merrill Lynch (BofA), Deutsche Bank, Itaú BBA e HSBC, revertendo o resultado negativo apurado um ano antes.
As estimativas para o lucro da companhia entre julho e setembro variam de R$ 96 milhões (BofA) a R$ 121 milhões (Deutsche Bank). No mesmo período de 2012, a produtora de celulose de eucalipto e papel registrou prejuízo de R$ 24 milhões.
Além do desempenho operacional melhor, o limitado impacto da variação cambial na parcela da dívida que está denominada em dólar contribuiu para o resultado final positivo, segundo analistas. Em 30 de junho, a dívida bruta da Suzano era de R$ 11,9 bilhões, dos quais 55,1% indexados em moeda estrangeira.
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Para a receita líquida da companhia, a média das projeções das quatro casas de análise é de R$ 1,5 bilhão, com alta de 10,5% na comparação anual. Volume de vendas maior de celulose e preços mais altos, para a matéria-prima e para os papéis comercializados pela companhia, contribuíram para o crescimento da receita – em papel, a aposta é a de ligeira queda no volume vendido, diante de atrasos nas encomendas dentro do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
O HSBC calcula que os preços médios realizados no negócio de papel tenham superado os do trimestre anterior e destaca que, somente no segmento de “cut size” (papel cortado), o aumento foi de 5%. “Também esperamos que os preços médios realizados da celulose tenham aumentado em virtude da desvalorização do real”, informou em relatório.
Para o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), a média das estimativas indica crescimento de 47,7% na comparação anual, para R$ 488,8 milhões, embora a expectativa seja a de que aumento no custo caixa de produção [que indica o desembolso efetivo da empresa no processo produtivo] de celulose.
Segundo o BofA, preços mais altos da matéria-prima em real e volume de vendas superior devem compensar o custo mais alto e explicam o salto esperado para o Ebitda da Suzano. O Itaú BBA também projeta custo caixa de produção maior no terceiro trimestre, de R$ 615 por tonelada, na esteira de despesas mais altas com manutenção e aumento no consumo de madeira comprada de terceiros (que é mais cara que a madeira própria).
A própria companhia já sinalizou neste ano que a compra de madeira e a maior distância entre floresta e fábrica, que encarece o transporte, ainda vão pressionar a linha de custos durante “alguns trimestres”.
Para o negócio de celulose, o Itaú BBA projeta vendas de 459 mil toneladas no terceiro trimestre, ante 447 mil toneladas um ano antes. Para a unidade de papel, a estimativa do banco é de 340 mil toneladas comercializadas no intervalo, abaixo das 350 mil toneladas vendidas no terceiro trimestre de 2012.
A Suzano deve divulgar os resultados do terceiro trimestre na segunda-feira, antes da abertura do mercado.





















