Companhia, ex-MPX, apresentou proposta da termelétrica de Paranaíba II na quarta-feira à Aneel, mas pode sofrer multa de R$ 350 milhões por atraso.
Ação da Eneva sobe com novo plano para térmica

O novo plano para a usina térmica de Parnaíba II, apresentado pela Eneva (ex- MPX) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), agradou os investidores. As ações companhia reagiram em alta na sexta-feira e chegaram a subir 4,76%. A tentativa de acordo com o regulador é importante porque a usina de Parnaíba está com o cronograma em atraso. Deveria ter começado a operar em fevereiro deste ano, para cumprir o contrato previsto em leilão A-3, realizado em 2011. A previsão da Eneva, no entanto, é que a usina só esteja pronta em dezembro.
Devido ao atraso, a Aneel pode aplicar multas que podem superar R$ 350 milhões para ressarcir distribuidoras que tiveram que recorrer ao mercado spot para cobrir o buraco deixado pela Eneva. O valor é relevante para a companhia, que está com o caixa apertado e passa por uma capitalização que pode chegar a R$ 1,5 bilhão.
“Apesar de continuarmos a ver riscos consideráveis na tese de investimento da Eneva, acreditamos que o plano de reestruturação deve trazer um alívio e as negociações com o regulador podem garantir a sustentabilidade do fluxo de caixa no futuro”, disse a analista Maria Carolina Carneiro, do Santander, em relatório.





















