Saiba como a frente fria eleva o risco de temporais em diversas regiões do Brasil. Prepare-se para a instabilidade climática
Frente fria eleva risco de temporais em grande parte do Brasil nessa semana

A semana inicia com ampla instabilidade climática em todo o país, conforme alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia. Para esta segunda-feira (23), estão em vigor dois alertas amarelos e um laranja, indicando risco de chuvas intensas, temporais e eventos associados.
Na região Sul, a atuação de uma frente fria concentra as condições mais severas. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de áreas do sul de Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo, devem registrar precipitações entre 20 e 30 mm por hora, podendo atingir até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de granizo.
Esse cenário é intensificado pela formação de uma área de baixa pressão no Atlântico Sul, com potencial para evoluir para um ciclone extratropical, elevando o risco de temporais, principalmente no oeste e sul do território gaúcho. Nas demais áreas do Sul, os eventos devem ocorrer de forma mais localizada, porém ainda com potencial de impacto.
Leia também no Agrimídia:
- •Clima: outono começa sob influência de transição entre La Niña e El Niño
- •Clima no Brasil: instabilidades avançam e intensificam chuvas em diversas regiões
- •NOAA alerta para retorno do El Niño em 2026 após fim da La Niña
- •Frente fria provoca temporais no Sul e mantém instabilidades em diversas regiões do Brasil
No Norte, Nordeste e em partes do Centro-Oeste e Sudeste, a instabilidade é reforçada pela atuação da Zona de Convergência Intertropical, mantendo volumes expressivos de chuva. O alerta amarelo abrange uma ampla faixa do país, com previsão semelhante de precipitação e ventos moderados.
Dentro desse cenário, áreas sob alerta laranja apresentam maior severidade, com chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou até 100 mm por dia, além de ventos que podem alcançar 100 km/h. Nessas regiões, há risco elevado de alagamentos, quedas de energia, danos estruturais e descargas elétricas.
Algumas localidades registram sobreposição de alertas, aumentando o nível de atenção. Regiões do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Pará, Tocantins, Maranhão e Piauí estão entre os pontos mais críticos, exigindo monitoramento constante.
Diante desse quadro, o Instituto Nacional de Meteorologia orienta a adoção de medidas preventivas, como evitar áreas abertas durante tempestades, não se abrigar sob árvores e reduzir o uso de equipamentos elétricos conectados à rede. Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil ou o Corpo de Bombeiros.



















