De junho para julho o crescimento foi de 9,9%. Em julho, o estado exportou US$ 57.298.640, ante US$ 52.132.398.
Paraná recupera exportação de frango
Redação AI (17/08/06)- Enquanto a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango revisa para baixo as metas para este ano, o Paraná comemora a recuperação das exportações. Pelo segundo mês consecutivo o estado registra alta no faturamento com os embarques de carne de frango. De junho para julho o crescimento foi de 9,9%. Em julho, o estado exportou US$ 57.298.640, ante US$ 52.132.398. Em relação a maio, o faturamento de junho foi quase que inexpressivo, de US$ 52.111.273 para US$ 52.132.398, mas foi o primeiro após quatro meses de queda. Os números são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Embora num porcentual menor (7,4%), também houve um crescimento de volume em julho. Foram embarcados 48.837.974 quilos em junho e 52.443.352 quilos no mês passado. O destaque foi o aumento na venda de pedaços e miúdos congelados (moela e fígado), que obteve um crescimento de 21,83% no período. O Paraná foi o único estado da Região Sul a registrar crescimento nas exportações entre um mês e outro. Santa Catarina teve queda de 18,37% no faturamento e o Rio Grande do Sul 9,61%. Os dois estados acompanharam a tendência do Brasil, que apresentou queda de 4,75% no faturamento das exportações em em julho, em comparação a junho. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, julho mostra que o estado trabalha para consolidar sua posição como primeiro exportador nacional de carne de frango. Atualmente o posto é dividido com Santa Catarina que, no balanço do ano passado, terminou na ponta. A justificativa para o desempenho positivo do Paraná, contrariando estatísticas nacionais, se deve principalmente ao mix de produtos oferecidos pelos abatedouros. Com plantas modernas e flexíveis, o estado consegue adaptar sua produção de acordo com a demanda e preferências do mercado, diz Martins. Sobre as exportações de miúdos, ele explica que são partes da ave utilizadas na fabricação de alimentos pet-food, indústria que cresce em todo o mundo. Um mercado alternativo e significativo. Abates Os números do alojamento no estado também cresceram. Em maio, ele era de 80.826.750. Em junho (último dado atualizado), esse número chegou a 83.588.620. No Brasil, o alojamento também apresentou elevação. Passando de 375.972.236 em maio para 379.424.937 em junho. Faturamento nacional com vendas no exterior será menor que o previsto No cenário mais pessimista, mantidos preços e volumes médios do primeiro semestre, a receita total do ano recuaria 16,8% para US$ 2,92 bilhões e os embarques cairiam 12,8% para 2,482 milhões de toneladas. Agora, a projeção para o ano ficou um pouco mais pessimista. De acordo com números divulgados ontem pela Abef, as exportações de 2006 deverão cair 14% para 2,446 milhões de toneladas, na comparação com as 2,846 milhões de t em 2005.Leia também no Agrimídia:
Os abates apresentaram elevação de 3,57%. Em junho, foram 80.948.954 cabeças e em julho 83.844.148. De acordo com Martins, o crescimento nos abates ocorreu para dar conta da elevação nas exportações, bem como pelo fato de julho ter 31 dias.
São Paulo A queda no consumo mundial de carne de frango provocado pela disseminação da gripe aviária na Europa e na Ásia fez os exportadores brasileiros revisarem para baixo, mais uma vez, as projeções para este ano. Em julho, a Abef traçava duas projeções para as vendas do país. No cenário mais positivo, em 2006 a receita cairia 10,1% para US$ 3,153 bilhões em relação a 2005, e o volume embarcado recuaria 10,6% para 2,544 milhões de toneladas.




















