O embaixador norte-americano no Brasil, Clifford Sobel, disse que a orientação do presidente George W.Bush é de que ”nós podemos e seremos mais flexíveis, se outros países e grupos fizerem o mesmo”, em relação ao comércio mundial.
Embaixador dos EUA afirma que pode haver flexibilidade
Redação (24/07/07) – Sobel esclareceu que a participação de um número maior de países na nova etapa de negociação da Rodada Doha, na Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, na Suíça, “talvez seja um catalizador para reacender a discussão”. Nesta semana, os membros da OMC reiniciarão as negociações para tentar salvar a rodada, após o fracasso do encontro na Alemanha, há cerca de um mês, quando os países do G4 (Estados Unidos, União Européia, Índia e Brasil) discutiram a liberalização do comércio internacional.
Estados Unidos e Brasil, segundo Sobel, buscam oportunidades conjuntas em áreas como biocombustíveis, saúde e educação, a fim de beneficiar países do chamado terceiro mundo. E os presidentes dos dois países elaboram uma agenda conjunta para a identificação dos desafios. Ele negou que a China seja um problema para as relações comerciais – "todos os países têm que ser competitivos" – e alertou para a competição intensa, ao lembrar que hoje os chineses recebem mais de US$ 1 bilhão por semana em investimentos estrangeiros.
“Nós temos que atender a esse desafio, por meio da criação de um regime de comércio aberto, justo, transparente e previsível, dentro do nosso próprio hemisfério”, sugeriu Sobel, para quem a competitividade será mais definida pelo nível de cooperação entre os países e a ferramenta para aumentar essa competitividade está na inovação – não apenas a tecnológica, mas a que implica melhoria em termos de pesquisa e desenvolvimento.
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Além de acordos bilaterais, acrescentou, Brasil e Estados Unidos devem promover também a integração de suas economias com as de seus vizinhos. Ele lembrou que ao mesmo tempo em que o Brasil mostra credibilidade e aparece como destino de investimentos estrangeiros – “é um bom lugar para investir” –, também está investindo mais no exterior. Em relação ao ano passado, o investimento brasileiro nos Estados Unidos cresceu 300%, revelou.
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