Exportadores do Mercosul poderão se beneficiar de ajustes que a União Européia (UE) fará na Política Agrícola Comum (PAC) até o final do ano, avaliam fontes em Bruxelas.
Mercosul pode ganhar mais espaço na Europa
Redação (29/09/2008)- A UE pretende eliminar os estoques de intervenção para milho, o que vai levar os europeus a importar mais. O Brasil tem sido o maior fornecedor do produto para o bloco, seguido da Argentina. O bloco também reduzirá mais os subsídios diretos para os produtores de trigo, abrindo espaço para importações, incluindo os derivados do cereal. A terceira vantagem para o Mercosul virá com o desmantelamento de cotas de produção de leite. Pela sua competitividade, o Brasil e a Argentina poderão igualmente elevar as vendas de lácteos para o mercado comunitário.
O ajuste ocorre em meio a debates sobre o futuro da PAC depois de 2013. Duas abordagens se afrontam. De um lado, a França lidera cerca de 20 países que dizem querer conservar uma agricultura que garanta a renda de seus produtores e o abastecimento alimentar da UE. Significa manter as subvenções de várias commodities, nas zonas ditas sensíveis ou para evitar uma alta de preços.
De outro lado, estão os liberais, encabeçados pela Grã-Bretanha e pela Suécia, que estimam que o mercado é que deve regular o setor agrícola e não os subsídios bilionários de Bruxelas.
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Nessa briga, a comissária européia de agricultura, Mariann Fischer Boel, começa a admitir que o orçamento pós-2013 vai ser revisto para baixo. Atualmente, é de quase 60 bilhões de euros anuais, com a França sendo o maior beneficiário.
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