A soja é o carro chefe na lista de exportações que atingiram até fevereiro US$ 505,52 milhões, 49,7% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.
Mato Grosso mantém 7a posição em exportação
Redação (17/03/2009) – O Estado subiu três posições em janeiro e, em plena crise mundial, registrou mês passado superávit de US$ 835,34 milhões, valor 49% maior que o mesmo período de 2008 e muito acima do saldo comercial do país que teve um superávit de apenas US$ 1,24 bilhão no mesmo período. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Secretaria de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).
As exportações mensais foram de US$ 369,25 milhões, valor 32% menor que em janeiro de 2008 mas já acumulam US$ 912,06 milhões, valor que é 29% maior do que os US$ 707,34 milhões do mesmo período do ano passado. Uma das explicações está no fato de o estado ser um grande produtor de alimentos.
"Com ou sem crise econômica as pessoas continuam se alimentando", observou Carlos Vitor Timo, assessor econômico da Fiemt. "Mato Grosso ocupa um lugar de destaque como player no cenário internacional como um grande fornecedor de alimentos, principalmente do complexo soja, carne e milho".
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A soja é o carro chefe na lista de exportações que atingiram até fevereiro US$ 505,52 milhões, 49,7% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. O complexo (grãos, farelo, óleo, lecitina e glicerina) responde por 55% do valor das exportações estaduais. Em 2008 esta fatia era de 48%.
Outro produto de destaque foi o milho que teve um aumento de 228% em quantidade e 179% em valor, mesmo com a queda de 14,8% na cotação média do produto. O volume físico exportado por Mato Grosso representou 59% do total exportado pelo país. "Essa janela de oportunidade do comércio exterior para o milho produzido aqui é importante para o nosso modelo de agricultura", ressaltou Timo. "Ele permite a rotação de cultura e, na verdade, representa mais uma safra".
Os principais destinos dos produtos mato-grossenses foram a União Européia (43,7%) e Ásia (29,3%). A crise financeira que tirou o poder de compra dos países europeus não deverá ter reflexos nos próximos números da balança comercial. "Mesmo na comunidade Euro qualquer medida protecionista pode vir a ser tomada em outros setores mas eles têm pouca produção para atender o consumo interno de alimentos", observou o assessor da Fiemt.
As importações acumularam no início do ano US$ 76,7 milhões, 48% menores que os US$ 147,7 registrados em fevereiro de 2008. Prevalecem na pauta as compras de insumos agropecuários e outros bens intermediários seguidos por insumos e bens de capital, especialmente máquinas e equipamentos.





















