As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) mostraram retração e somaram US$ 206 milhões. Uma queda de 49% comparada ao ano passado.
Exportações do Paraná caem mais de 30%
Redação (25/03/2009) – O Paraná exportou US$ 1,343 bilhão nos dois primeiros meses deste ano. Isto representa uma queda de 32,7%, comparado às exportações realizadas entre janeiro e fevereiro do ano passado (US$ 1,997 bilhão). A informação é do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). No mesmo período, as importações somaram US$ 1,136 bilhão e o saldo comercial foi de US$ 206 milhões.
Já as exportações paranaenses do agronegócio somaram US$ 924 milhões no primeiro bimestre deste ano. O que representa uma queda de 26% em relação à receita gerada em igual período do ano passado (US$ 1,248 bilhão). A situação foi agravada com a queda geral nos preços das commodities no mercado internacional.
Mesmo com a queda registrada, o agronegócio aumentou sua participação nas exportações totais e representa 69% das exportações totais do estado. No período, o Paraná recuperou sua posição de terceiro estado maior exportador do agronegócio brasileiro, participando com 11,8%. Os dados do agronegócio foram divulgados pela Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.
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Carnes – Com uma receita de US$ 242 milhões, as exportações do complexo carnes (aves, suína e bovina) ultrapassam as do complexo soja e assumem o primeiro lugar. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 52%, apesar dos preços internacionais estarem menores. No caso do complexo carnes, a queda média nos preços foi de 13%.
Soja – As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) mostraram retração e somaram US$ 206 milhões. Ou seja, uma queda de 49%, comparado ao primeiro bimestre do ano passado ( US$ 414 milhões). A receita da soja em grão foi de US$ 92 milhões: uma queda de 11% em decorrência do menor preço do grão. O preço médio de exportação da soja em grão passou de US$ 416,74/tonelada para US$ 390,08/tonelada: uma retração de 18%.
Açúcar – No primeiro bimestre deste ano, as exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 121 milhões, com crescimento de 36% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 89 milhões). As exportações de açúcar respondem por 99% do total do setor e foram alavancadas pelo preço do açúcar no mercado internacional. O maior preço do açúcar decorre do déficit mundial de cinco milhões de toneladas na oferta. Isso acontece porque a Índia, um dos principais exportadores mundiais, teve quebra de produção e passou a ser importadora.
Milho – No que se refere às exportações de milho, a quantidade exportada cresceu 405%. As vendas ao exterior passaram de 142 mil para 577 mil toneladas. A receita gerada foi de US$ 96 milhões contra US$ 30 milhões em igual período do ano passado. O preço médio de exportação caiu 21%.
Em relação aos mercados compradores, houve crescimento nas exportações para a Índia (361%), Coréia (288%), Venezuela (62%), Angola (55%), Chile (25%) e China (23%). As exportações para o Mercosul diminuíram 61%. O fluxo de exportação também foi menor para a União Européia e Estados Unidos, com queda de 47% e 43%, respectivamente. Quanto ao Oriente Médio, observou-se uma queda de 38%.





















