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BC avalia medida que preserva status de risco de produtor

Procedimento pode elevar a oferta de crédito bancário ao setor, já que haveria menos necessidade de manter grandes reservas contra riscos de calotes dos produtores nos bancos.

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Redação (01/04/2009)- O Banco Central avalia transformar em uma regra obrigatória a resolução que orienta as instituições financeiras a manter, e não a rebaixar automaticamente, a classificação de risco das operações de crédito rural renegociadas por iniciativa do governo.

A medida pode elevar a oferta de crédito bancário ao setor, já que haveria menos necessidade de manter grandes reservas contra riscos de calotes dos produtores nos bancos. "Vamos ver se o Banco Central tem poder de obrigar", afirmou ontem, em audiência pública no Senado, o diretor de Liquidação e Desestatização do BC, Antonio Gustavo Matos do Vale.

As principais lideranças ruralistas afirmam que a medida do BC seria mais importante do que uma eventual elevação do volume de crédito para a safra 2009/10. "Não me preocupo com crédito, mas com as condições de adimplência porque 60% dos produtores não têm como tomar empréstimos novos", disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO). A confederação dos trabalhadores (Contag) também concorda: "Mais do que crédito, precisamos de preços e juros baixos", disse o secretário de Finanças, Juraci Souto.

Os bancos têm rebaixado de forma automática o risco de crédito dos clientes que renegociam suas dívidas. As instituições alegam que a Resolução nº 2682 do BC traz essa indicação. Aos senadores da Comissão de Agricultura, o diretor do BC informou que uma resolução posterior (nº 3499) já havia incluído as operações de crédito rural na orientação geral para evitar o rebaixamento do riscos individuais. "Essa resolução diz claramente que estão incluídas as operações de crédito rural. Sem dúvida nenhuma, era essa a intenção", disse Matos do Vale.

Na audiência, marcada pela baixa participação de senadores, os representantes do setor rural lançaram as bases de uma proposta para uma nova renegociação das dívidas rurais. "Todo mês o Conselho Monetário Nacional aprova sete ou oito votos para prorrogar algumas dívidas e não tem adiantado", reclamou a senadora. "Não é discurso de oposição, de ataque ao governo, mas não há mais o que fazer". A presidente da CNA lembrou que o setor passou por três safras (2003 a 2006) com câmbio descasado entre os momentos de plantio e colheita, além dos efeitos climáticos negativos em lavouras do Sul do país. E pediu aos colegas: "Temos que paralisar a votação, obstruir a pauta e resolver a situação."

Para reforçar a tese da urgência de medidas de socorro do governo ao setor, o economista e professor Guilherme Leite Dias, agora também consultor da CNA, fez previsões alarmantes sobre as dificuldades da agropecuária nos próximos meses. Em audiências no Senado e na Câmara dos Deputados, Dias afirmou que o setor entra na crise financeira global fragilizado pela elevação da inadimplência nos últimos três anos e comprometido pela falta de capital de giro, derivada da perda de poder de compra e da produtividade em baixa na atual safra.

A inadimplência nos bancos fechou em 12% no ano passado, mas deve ultrapassar 15% antes da safra de verão, segundo Dias. "Não faz sentido bater recordes de produção sem oferta de crédito. Não é bom negócio produzir mais, sobretudo para a exportação", afirmou. "Isso porque a demanda mundial está em baixa, o nível de atividade dos países emergentes deve declinar muito nos próximos seis meses e os preços podem derreter ao longo do ano", disse.

Espécie de "guru econômico" no setor, Dias afirmou que se os produtores do Hemisfério Norte plantarem "um pouco mais", o Brasil enfrentará um "cenário ruim" no segundo semestre deste ano. "O câmbio é confortável, com tendência de alta, mesmo com preços de commodities em baixa. Mas as tradings estão em situação de risco, a renda desaba no mundo e a Rússia e a China [principais compradores do agronegócio nacional] reduziram preços e demanda", disse. Para ele, "não tem sentido dizer que todos devem pagar agora" suas dívidas. "É preciso acenar aos bancos que vamos pensar numa saída, que vem um tipo de renegociação para criar horizontes".


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