Amorim voltou a marcar a posição brasileira em favor da redução das barreiras tarifárias norte-americanas sobre o etanol de cana.
Amorim discute Rodada Doha com Hillary Clinton
Redação (03/04/2009) – Em paralelo à Cúpula do G-20, que aconteceu nesta quinta-feira (2) em Londres, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, encontrou-se com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, e conversou por telefone com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Ron Kirk. Conforme reforçou o Itamaraty, ambos os contatos se deram a pedido das autoridades norte-americanas.
Kirk telefonou para Amorim, que estava na embaixada brasileira em Londres. Nesta primeira conversa, o brasileiro insistiu pela retomada das negociações da Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio), valendo-se do argumento de que é preciso "aproveitar o momento e a existência de um pacote já amadurecido", que envolve os acordos básicos nas áreas agrícola e industrial.
Na conversa, Kirk propôs a Amorim um encontro pessoal em paralelo à 5ª Cúpula das Américas, que se dará em Trinidad e Tobago entre os próximos dias 17 e 19. O chanceler brasileiro convidou Kirk a uma visita ao Brasil, especificamente a Salvador.
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Com Hillary Clinton, Amorim conseguiu acertar uma posição comum entre Brasil e Estados Unidos para que o foco da Cúpula das Américas esteja na discussão de temas sociais. Particularmente, nas negociações da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). Este evento será marcado pelo primeiro contato direto entre o presidente norte-americano, Barack Obama, com o conjunto dos líderes dos países latino-americanos e caribenhos, com exceção de Cuba.
Nesse encontro, Amorim voltou a marcar a posição brasileira em favor da redução das barreiras tarifárias norte-americanas sobre o etanol de cana-de-açúcar e, novamente, não recebeu nenhum sinal de que os Estados Unidos diminuirão o grau de proteção a seus produtores de etanol de milho. Ambos conversaram ainda sobre a cooperação Brasil-EUA em terceiros países, especialmente no Haiti, e na implementação da lei americana que prevê a flexibilização de regras de origem para produtos têxteis haitianos exportados para os Estados Unidos como forma de estímulo a investimentos produtivos naquele país. A proposta é de ambos os países aplicarem esse benefício a outras nações em situação econômica precária.
Amorim e Hillary conversaram ainda sobre a situação do Afeganistão, do Irã e do Oriente Médio. O chanceler brasileiro comentou a conversa que manteve, em Brasília, com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Manouchehr Mottaki, no último dia 26. Ao fim da conversa, Amorim convidou Hillary a uma visita ao Brasil.





















