Governo anuncia medidas contra estiagem que atinge principal área de grãos e produção de suínos e aves do Estado.
SC anuncia medidas contra efeitos da estiagem
O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), anunciou ontem algumas medidas de combate à estiagem, que se prolonga desde o início do ano e afeta sobretudo a região oeste, principal área de grãos e produção de suínos e aves do Estado. No total, 95 municípios estão em situação de emergência.
Dentre as medidas estão financiamentos para cisternas, poços e açudes para armazenagem de água. O programa Revitalizar, em parceria com o Banco do Brasil e Sicoob (sistema de cooperativas de crédito), foi ampliado de R$ 24 milhões para R$ 50 milhões. No programa, o governo do Estado subsidia integralmente o juro nos projetos de investimentos de até R$ 18 mil. De R$ 18 mil a 28 mil, os juros são de 2,5%, e nos projetos de R$ 28 mil a 36 mil, de 2,75%. “São três anos de carência e cinco anos para pagamento, praticamente sem juros”, ressalta Luiz Henrique.
Também foi anunciada a contratação de 500 caminhões-pipa por dia para atender o consumo humano e de animais, com investimentos de R$ 1 milhão. O governo, que criou um comitê gestor para dar outras alternativas de solução à estiagem no médio e longo prazo, também implantará o Sistema de Monitoramento Hídrico, com investimento de R$ 4,7 milhões da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Social em parceria com Epagri, empresa de pesquisa agropecuária estadual. Este sistema dará informações em tempo real sobre chuvas e a disponibilidade hídrica de cada região.
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A estiagem é alarmante. Em fevereiro e março diversos municípios de Santa Catarina ficaram 60 dias seguidos sem chuva. Em abril, houve registro de precipitação, mas em pouca quantidade. E não há previsão de chuva significativa até pelo menos o fim de junho.
Para Enori Barbeiri, vice-presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), as medidas do governo estadual são paliativas pois boa parte das perdas já não pode mais ser revertida. Ele evitou estimar um valor exato, mas disse que no milho e na soja houve quebra de 20% a 25% da safra e de quase 50% na cultura do feijão.





















