Pandermia mundial do vírus H1N1 pode provocar perdas de US$ 2,2 trilhões no setor de turismo.
Pandemia poderia provocar perdas de US$ 2,2 trilhões
O agravamento da gripe suína (H1N1) pode gerar um recuo de 36,8% no PIB do setor de viagens e turismo, um impacto de US$ 2,2 trilhões entre o fim de 2009 e 2010, segundo estudo divulgado pelo World Travel & Turism Council (WTTC) e a Oxford Economics Research, em Florianópolis, na reunião anual do WTTC.
As perdas poderão ocorrer, segundo a pesquisa, no caso de uma pandemia global, com mortes em vários países, a pior das possibilidades. Para efeito de comparação, o estudo mostrou que caso seja uma crise do “tipo Sars” (similar à gripe aviária na Ásia, em 2003), as consequências seria mais amenas pelos impactos geográficos limitados, com perdas estimadas de US$ 25,2 bilhões (recuo 0,4%) no PIB.
O PIB mundial do setor de turismo foi de US$ 5,7 trilhões em 2008 e a previsão do início do ano, já adaptada ao cenário de crise econômica, era de uma queda para US$ 5,4 trilhões em 2009, segundo dados do WTTC.
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John Walker, chairman da Oxford Economics, explicou que o relatório levou em conta que até agora os problemas mais graves estão concentrados no México, nos Estados Unidos e no Canadá. No caso de um agravamento do quadro, com casos espalhados por todo o mundo, o impacto seria “dramático”, avaliou o executivo. A previsão é de que haveria uma mudança no comportamento dos consumidores, com corte dos gastos em vários itens, incluindo turismo. Os consumidores passariam a concentrar-se na compra de alimentos e remédios.
A grande preocupação, segundo Walker, é de que numa situação extrema as pessoas não só cortem as viagens ao exterior, como também abandonem destinos mais próximos. “No Brasil, as pessoas deixariam de ir à Europa e também não viajariam entre os Estados”, exemplificou. “É essa a grande diferença entre uma pandemia global e um problema regional, como foi a gripe aviária.”
Em razão da gripe suína, diversas redes fecharam operações no México. O vice-chairman da rede Sol Meliá, Sebastián Escarrer, disse que “há concorrentes com mais de 70% de seus hotéis no México fechados. O Sol Meliá fechou dois”. Segundo o executivo, atualmente são 12 hotéis da rede no México.
Escarrer criticou a forma como o problema foi tratado por políticos e pela Organização Mundial da Saúde. “A OMS disse que estávamos em alerta cinco, sem explicar que isso era o grau de contágio e não a gravidade da enfermidade. Ao mesmo tempo, políticos foram aos meios de comunicação, de forma absolutamente irresponsável, dizer cifras sobre a enfermidade e sobre os mortos. Na primeira semana, falavam em mais 1,8 mil mortos”. Até ontem, os casos fatais confirmados eram 72.
Participantes do WTTC fizeram críticas ao que classificaram de exageros da mídia na cobertura da doença e disseram que essa abordagem agravou a situação do setor de turismo.





















