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Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
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Lucro das empresas brasileiras cai 26% no primeiro trimestre

Resultado não causa surpresa e esse pode ter sido o pior trimestre da crise.

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O balanço das empresas brasileiras no primeiro trimestre de 2009 foi um retrato da forte desaceleração da economia, crédito ainda restrito e cenário externo recessivo. Levantamento feito pela Ativa Corretora mostra que o lucro líquido de 122 empresas de capital aberto, divididas em 24 setores, caiu 26% na comparação entre janeiro e março do ano passado e o mesmo período deste ano. No entanto, a corretora mostra que esse resultado não causa surpresa e que esse pode ter sido o pior trimestre da crise.

Operacionalmente, as empresas também tiveram fraco desempenho. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 14% no comparativo anual.

Dos 24 setores que compõem a amostra, apenas cinco apresentaram crescimento de Ebitda, foram eles: Açúcar e Álcool, Aviação, Consumo, Construção Civil e Logística.

Segundo a Ativa, para 63% das empresas acompanhadas, a combinação entre queda no volume vendido, exportações menores, redução de investimentos, menor nível de produção, maior nível de endividamento, preços em queda e custos ainda elevados resultou em perda significativa de margem operacional no comparativo anual.

A corretora ressalta que os resultados das duas principais empresas da amostra, Petrobras e Vale, que reúnem 26% da receita consolidada, 56% do lucro líquido e 36,5% do Ebitda, contribuíram para aliviar a queda da margem consolidada.

Em comparação com o quarto trimestre de 2008, o lucro líquido das empresas acompanhadas apresentou melhora, avançando 13%. No entanto, o desempenho operacional (Ebitda) ainda foi fraco, recuando 11%.

Para o segundo trimestre, a Ativa espera que a amostra apresente uma desaceleração no ritmo de queda operacional no comparativo anual e uma leve recuperação na comparação com o primeiro trimestre.

Segundo a corretora, o ajuste de estoque parece que está na sua fase final, o que indica que novos pedidos podem chegar às indústrias. “Porém é importante destacar que a dinâmica e a intensidade dessa recuperação ainda não estão delimitados, o que pode frustrar os agentes, que vêm reprecificando os ativos financeiros utilizando um cenário econômico melhor do que a realidade se apresenta”, alertou a Ativa, que acredita em recuperação lenta e gradual da economia.

A expectativa de desempenho operacional positivo para o segundo trimestre concentra-se em setores ligados ao mercado interno, sensíveis aos estímulos governamentais e à queda da taxa de juros.

Entre eles, a Ativa destaca: o segmento de Telecom, onde ressalta as empresas GVT e Net; Energia, com AES Tietê e Cesp; Shopping Center, com a BR Malls; Consumo, onde o foco recai sobre Natura e AmBev; Tecnologia, com a Totvs; Varejo, onde figuram Pão de Açúcar e Lojas Americanas; e Logística, onde está a ALL.

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