Banco do Brasil confirma R$ 39,5 bi para a safra 2009/10. Agências já estão operando com o crédito.
BB eleva crédito rural
O Banco do Brasil confirmou na quinta-feira, em Brasília, que pretende elevar em 30% o volume de recursos destinado a operações de crédito rural no país nesta safra 2009/10, como informou o Valor no dia 13 de maio. Se confirmada a previsão, o total liberado alcançará cerca de R$ 39,5 bilhões, ou 36,7% do valor reservado pelo governo federal no Plano de Safra anunciado em junho.
Do montante projetado pelo BB, R$ 30,1 bilhões deverão irrigar a chamada agricultura empresarial e as cooperativas e R$ 9,4 bilhões alimentarão a agricultura familiar. Na já encerrada temporada 2008/09, o banco destinou R$ 7,5 bilhões à agricultura familiar, 23% mais que em 2007/08, e R$ 23 bilhões aos demais produtores e cooperativas, incremento de 32% na mesma comparação.
No anúncio conduzido pelo ex-ministro da Agricultura Luís Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócios do BB, a instituição informou que suas agências estão operando com crédito da nova safra e que deverá desembolsar cerca de R$ 2 bilhões neste mês de julho. “A efetivação dos desembolsos vai depender da demanda (…), da análise de crédito, do retorno dos recursos emprestados em anos anteriores e do comportamento dos depósitos à vista e da poupança rural”, pontuou o banco.
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Guedes Pinto também confirmou algumas novas medidas que estavam em gestação para o ciclo 2009/10 e que, de maneira geral, procuram fortalecer a classe média rural e as cooperativas, uma linha que vem sendo adotada pelo governo Lula e pelo BB nas últimas temporadas agropecuárias.
Entre as medidas realçadas pela instituição, está o aumento da renda bruta considerada para enquadramento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), de R$ 5 mil para R$ 6 mil por ano. O limite permanece em R$ 110 mil.
Também houve elevação da renda bruta anual para acesso ao Programa de Geração de Emprego e Renda Rural (Proger Rural), de R$ 250 mil para R$ 500 mil – e agora sem limite de módulos rurais. Segundo o BB, os cafeicultores foram beneficiados com a redução da taxa de juros do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), de 7,5% para 6,75%.
Foi criada uma nova linha de crédito para as cooperativas agropecuárias, e o programa Pronaf Mais Alimentos, que financia a aquisição de insumos e tratores de pequeno porte com juro de 2% ao ano – a linha foi vital para as empresas de máquinas no primeiro semestre – foi prorrogado.
De acordo com as informações do BB, nas operações de investimento com recursos obrigatórios o limite foi ampliado de R$ 130 mil para R$ 200 mil por beneficiário por safra, e também houve expansão de limites do Proger Rural (custeio e investimento) e Pronaf (custeio).





















