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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
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Economia

Projetos somam US$ 15,6 bi

Carteira do BNDES na América do Sul envolve bens e serviços de empresas do Brasil. Investimentos duplicaram no continente.

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Os projetos já aprovados e em análise no BNDES para exportações na América Latina já somam US$ 15,6 bilhões e deverão impulsionar as vendas de bens e serviços do Brasil à região nos próximos quatro anos, informou ao Valor o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Ele diz que os desembolsos para a região duplicaram em 2007 e 2008, em comparação com os dois anos anteriores, e devem seguir crescendo, apesar da crise. Hoje, Coutinho inaugura um escritório do banco no Uruguai, o primeiro fora do Brasil.

“O que justifica esse escritório é a aceleração dos financiamentos do BNDES à exportação de serviços e bens na América do Sul e América Latina”, comentou o presidente. O escritório em Montevidéu – classificado como sucursal pelas regras bancárias locais – funcionará principalmente como representação política, acompanhando e buscando influenciar as discussões das comissões do Mercosul e da Associação Latino-Americana de Desenvolvimento (Aladi), explicou Coutinho.

“Nossa carteira de projetos já é uma fonte de financiamento importante para a infraestrutura na América do Sul”, argumenta Coutinho. Até 2004, a média de desembolsos do BNDES na região era inferior a US$ 550 milhões a cada dois anos, valor que subiu para US$ 855 milhões em 2005 e 2006 e saltou a US$ 1,74 bilhão em 2007 e 2008.

O apoio às exportações beneficia principalmente as empresas construtoras e seus fornecedores de equipamentos, a Embraer, os fabricantes de máquinas agrícolas, de ônibus e de dutos para gás e óleo. As exportações são abrigadas pelo Convênio de Crédito Recíproco (CCR) da Aladi, que reúne os bancos centrais da região em um sistema de garantia contra risco de interrupção de pagamentos pelos governos envolvidos. Essa garantia do CCR, segundo Coutinho, é a principal segurança do BNDES contra as dificuldades nas contas externas dos países da região, afetados pela crise financeira internacional.

O risco de desmoralizar o CCR levou o governo a reagir com severidade no ano passado, quando o governo do Equador, contestando a qualidade de uma usina hidrelétrica construída pela Odebrecht no País, ameaçou suspender os pagamentos aos BNDES, que financiava a obra. Na época, outros governos da região intervieram discretamente para que Corrêa desistisse da ameaça. O Equador vem pagando regularmente o empréstimo, desde então.

“A crise representou um baque, teve efeito negativo sobre balanço pagamentos na região”, admite Coutinho, que, no entanto, faz prognósticos otimistas, baseado na avaliação de que a maioria dos países conseguiu defender suas reservas em moeda estrangeira, e foi detida no primeiro trimestre a deterioração nos preços dos produtos básicos, importantes fonte de exportações dos países sul-americanos.

Embora veja risco de novas pressões sobre os preços das chamadas commodities, por causa da desaceleração econômica na China, o presidente do BNDES acredita que o risco não é grande a ponto de causar preocupações com a capacidade de pagamento e de investimento na região.

Ontem, a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (Cepal) divulgou estudo que aponta uma queda de 25% das exportações latino-americanas em 2009, e uma lenta recuperação do comércio na região. Coutinho lembra que o BNDES é apenas uma das quatro grandes instituições de desenvolvimento que aumentaram os desembolsos na região, em resposta à crise financeira.

“O BNDES não atua sozinho na região, é um entre quatro e há disputa grande por clientes”, comentou. O Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF), três instituições multilaterais de crédito, vêm ampliando linhas de financiamento e reduzindo exigências para ajudar os países a enfrentar a retração nas fontes de investimento estrangeiro e de demanda pelos produtos da região. Em alguns casos, especialmente países menores, que têm direito a créditos concessionais das instituições multilaterais, empresas brasileiras abrem mão do financiamento do BNDES e preferem as alternativas, reconhece Coutinho.

O BNDES vem travando discussões no governo sobre os custos dos empréstimos, que seguem parâmetros internacionais mas chegam a ficar acima dos custos dos empréstimos de instituições como o BID e a CAF. “Se o Brasil quiser exercitar presença ainda maior no financiamento a projetos de exportação, teria de desenvolver mecanismos mais generosos, para cobrar taxas menores”, disse Coutinho, que considera, porém, satisfatório o nível de financiamentos aos países vizinhos.

Segundo Coutinho, a representação do BNDES no Uruguai terá poucos funcionários, e as análises das operações continuarão sendo realizadas na sede do banco.

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