Unctad defende redução do dólar nas reservas globais. Para ONU, adoção de nova moeda protegeria mercados emergentes da especulação financeira.
Dólar e comércio internacional
O papel do dólar no comércio internacional deveria ser reduzido com a adoção de uma nova moeda, de forma a proteger os mercados emergentes da especulação financeira, afirmou ontem (07/09) a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).
O órgão defendeu a criação de um banco global de reservas para emitir essa moeda e monitor as taxas de câmbio entre os países-membros da ONU. Brasil, Rússia, Índia e China – bloco conhecido como “Bric” – chegaram a cogitar, no passado recente, a substituição do dólar como principal moeda das reservas internacionais após a eclosão da crise financeira que culminou com a pior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial.
A China, que detém atualmente a maior reserva em dólares, disse que uma moeda supranacional, como os Direitos Especiais de Saque (SDRs, na sigla em inglês) do Fundo Monetário Internacional (FMI), traria mais estabilidade.
Leia também no Agrimídia:
- •Suinocultura brasileira enfrenta alta nos custos de produção com milho e guerra no Oriente Médio, apesar da estabilidade nos preços
- •Conflito no Oriente Médio interrompe cadeias de suprimento e pressiona exportações de frango no mundo
- •Suinocultura global: alta dos grãos eleva custo da ração na China e aprofunda crise de rentabilidade
- •Smithfield supera expectativas com alta demanda por carnes embaladas nos EUA
“É necessário ao Sistema Monetário Europeu uma iniciativa equivalente à Bretton Woods”, afirmou Heiner Flassbeck, diretor e co-autor do estudo apresentado ontem pela Unctad. A Conferência de Bretton Woods, realizada em 1944, tinha como objetivo planejar a estabilidade da economia internacional e das moedas nacionais prejudicadas pela Segunda Guerra. Os acordos assinados culminaram com a criação do FMI e do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).
A Unctad emitiu os primeiros alertas sobre desequilíbrios no sistema financeiro global em 2006.





















