Colheita de soja avança e deve pressionar ainda mais as cotações nas próximas semanas e impedir que a comercialização se acelere.
Soja deve cair

O ritmo acelerado da colheita da soja no Brasil tende a pressionar ainda mais as cotações nas próximas semanas e impedir que a comercialização se acelere, segundo analistas. Desde o início do ano, os preços já recuaram 23,5% em Rondonópolis (MT), segundo dados do Instituto de Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) e a expectativa é que essa queda se intensifique à medida que a colheita avance.
Dados da consultoria Céleres, indicam que 32% da safra de Mato Grosso haviam sido colhidas até antes do Carnaval. O número é quase duas vezes maior do que os 16% colhidos no mesmo período um ano antes. No Brasil, 15% da safra está colhida e a pressão sobre os preços tende a aumentar, principalmente nas próximas duas semanas, com o avanço da colheita.
“Os custos da safra foram menores e as margens do ano passado foram maiores. Juntos, esses dois fatores fizeram com que o produtor comprometesse um volume menor neste ano, o que tem deixado o ritmo de venda inferior ao do ano passado”, afirma Leonardo Menezes, analista da Céleres.
Leia também no Agrimídia:
- •EUA e China discutem ampliação do comércio agrícola e minerais estratégicos em negociações em Paris
- •Paraná anuncia R$ 67,6 milhões em investimentos para infraestrutura rural e urbana em Floraí
- •Desoneração do diesel atende pedido da CNA e pode reduzir custos da produção agropecuária
- •Agronegócio paulista registra superávit de US$ 2,79 bilhões no primeiro bimestre de 2026
Por conta disso, menos de 30% da safra de soja foi comercializada até o momento ante 43% da média dos últimos cinco anos. “O câmbio tem tirado o potencial de ganho. Por isso, o produtor prefere segurar a soja e esperar por uma alta nos preços para poder vender”, diz Menezes.





















