Ministro Wagner Rossi acredita no aumento do comércio com árabes. Corrente comercial cresceu 17,2% no primeiro semestre de 2010.
Árabes em foco
O mercado árabe já é um importante parceiro comercial para o Brasil e os negócios devem seguir em expansão. A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi, nesta segunda-feira (26), em São Paulo. “O presidente Lula tem um apreço muito grande pelos países árabes. E nossas relações comerciais são crescentes e, sem dúvida, terão um desenvolvimento muito grande pois são economias complementares”, disse.
“Eles já são nossos fornecedores de fertilizantes e nós, como produtores e exportadores de alimentos, temos plenas condições de exportar ainda mais para eles”, afirmou. De acordo com o ministro, nos últimos anos ocorreu um desenvolvimento muito forte das relações comerciais entre o Brasil e o mercado árabe. “Basta verificar os números da balança comercial”, destacou.
As exportações brasileiras do agronegócio para os países árabes cresceram 17,2% no primeiro semestre de 2010 em relação ao mesmo período de 2009, passando de US$ 2,9 bilhões para US$ 3,4 bilhões. A participação dos países árabes na pauta das exportações do setor foi de 9,9% do total.
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Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Argélia foram os maiores mercados na região. Os produtos mais exportados para os árabes foram açúcar e carnes, que juntos representaram 84% do total das exportações do agronegócio brasileiro para os árabes, totalizando US$ 2,9 bilhões.
Na semana passada, o ministro Rossi participou de encontros com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Argélia, Mourad Medelci, e com o ministro da Agricultura da Jordânia, Said Al-Masri, em Brasília.
“Existe um grande interesse em planos de cooperação e já estamos nos preparando para garantir uma maior abertura nesses mercados”, afirmou. “Além da parte comercial, da exportação de alimentos, há interesse em assinar acordos de cooperação entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e as agências de pesquisa dos dois países, que já estão sendo providenciados”, garantiu o ministro.
Rossi contou que os dois países árabes também querem exportar para o Brasil. O ministro argelino falou sobre azeite de oliva e pescado. Já o jordaniano sobre as tâmaras cultivadas no país. “Estamos em plena fase de desenvolvimento de novas ações comuns e vamos seguir com o crescimento”, disse.
União européia
Em relação a sua recente visita à Bruxelas, na Bélgica, o ministro destacou que a reunião da qual participou com 40 importadores locais foi bastante informativa para ambas as partes, mas que a retomada das relações entre o Brasil e os países da União Européia deve ocorrer a médio e longo prazo, pois alguns países da região ainda estão em crise.
“Como eles ainda estão fazendo alguns ajustes, é provável que diminuam subsídios agrícolas e isso possibilite maior competitividade para o Brasil, que poderá voltar a fornecer para a Europa”, disse.





















