Frigorífico, com capacidade para abater até 700 suínos por dia, era o maior empregador de Guarujá do Sul (SC). Era também responsável por boa parte da movimentação e retorno econômico do município.
INCS busca reabertura do Frigorífico Guarujá
Focado nos princípios básicos do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), que é de organização de pequenos e médios frigoríficos para agregação de valor no produto e buscar mercado para suinocultores não integrados da região, a coordenação da entidade vem buscando reabrir o frigorífico de Guarujá do Sul (SC), no Extremo Oeste do Estado.
Após o leilão da planta que ocorreu em 2007, uma empresa assumiu o frigorífico. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos ACCS e a Top Carnes organizaram com os produtores, o número de animais abatidos diariamente e em que propriedade seria o carregamento. O trabalho aconteceu através de contrato por quatro meses, em forma de planilha aberta. “Com a forma diferente de trabalhar, organizamos o abate por este período, foi uma experiência marcante para nós e para os suinocultores da região”, diz o coordenador do INCS e presidente da ACCS na época, Wolmir de Souza. Depois disso, a empresa que assumiu todo o trabalho do frigorífico encerrou suas atividades em outubro de 2009.
O fechamento do Frigorífico de Guarujá do Sul é motivo de preocupação para o prefeito do município, Celso Taube. O prefeito conta que o frigorífico é a maior empresa e maior empregadora do município, também responsável por boa parte da movimentação e retorno econômico de Guarujá do Sul. “O encerramento das atividades, gerou também um problema social, já que a empresa empregava mais de 160 pessoas”, diz. A população do município é um pouco superior a 4,5 mil habitantes.
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Nas últimas semanas, a expectativa de reabertura do frigorífico tem voltado com a visita de alguns empresários do ramo, para conhecer a estrutura, as potencialidades e a realidade da planta. Mesmo não tendo nenhuma resposta positiva ainda, Celso Taube diz que já é uma injeção de ânimo, afirmando que a prefeitura dará todo o apoio necessário para quem administrar o negócio, voltando a gerar emprego e renda para o município e região, já que os suínos abatidos na planta, são de suinocultores de municípios próximos. Segundo Taube, estavam sendo abatidos 450 suínos por dia, mas a capacidade total é de 700/dia.
O prefeito ressalta ainda, a importância do trabalho do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), que vem intermediando as negociações, “percebemos na pessoa do coordenador, Wolmir de Souza, a preocupação em reativar o frigorífico, dando novas oportunidades aos suinocultores da região, em abater os animais aqui”, diz. Ele revela ainda as possibilidades que estão sendo criadas através do Instituto – aos suinocultores, aos pequenos e médios frigoríficos dentro do mercado e aos consumidores, que têm garantias na qualidade dos produtos derivados de carne suína.
Mais investimentos
De acordo com o sócio proprietário da Top Carnes, Dilnei Echevengua, outros projetos estão sendo executados com o mesmo objetivo de promover a agregação de renda e mercado para a suinocultura direcionado para produtores não integrados. É o caso do Frigomalta, no Recife, que está sendo trabalhada a reabertura da planta para abate e industrialização de suínos.
Outra planta que está sendo buscada a reestruturação, é o de Joaçaba (SC). Segundo Dilnei Echevengua, há o interesse por parte da Aurora em vender a planta, já foi feita avaliação “e com o acompanhamento do INCS e Top Carnes e a prefeitura de Joaçaba, estamos buscando empresários interessados em assumir”, diz. Ele lembra que a planta de Joaçaba como a de Guarujá do Sul, tem habilitação para exportação, “mas reforçando que o objetivo primeiro do INCS é fortalecer o mercado interno”, justifica.
Ainda está em andamento o projeto de construção de um frigorífico em Xavantina que deve estar em funcionamento em 2012 com uma capacidade de abate inicial de 500 suínos dia mas com capacidade de até mil animais/dia. “Ainda estamos trabalhando na ampliação do frigorífico de em Rio Negro, próximo a Mafra”, finaliza.





















