Morgan Stanley sugere redução de investimentos em renda variável. Bird vê exageros na Ásia.
Mais alertas sobre ‘bolha’ em emergentes
Há uma bolha nos mercados emergentes? Nesta semana, o Banco Mundial e vários estrategistas entraram no debate, que já estava bastante aquecido.
Jonathan Garner, o influente estrategista de mercados emergentes do Morgan Stanley, sugeriu reduzir os investimentos em renda variável, pois os índices avançaram cerca de 30% desde que ele recomendou em maio “peso acima da média” nas ações desses países.
O Banco Mundial optou por ressaltar como a recente onda de alta das ações asiática vem sendo muito maior do que a anterior à crise de 1997/1998.
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O debate sobre a bolha da mesma forma se aplica aos bônus, já que os papéis também se beneficiaram de grandes entradas de recursos.
Os índices de bônus, contudo, são feras diferentes. Assim como os índices de ações, normalmente são ponderados de certa forma pela capitalização de mercado. Em termos de dívidas, contudo, isso leva os investidores que acompanham índices aos países mais endividados – e, portanto, mais arriscados – porque possuem mais títulos disponíveis.
Os responsáveis pelos índices dizem que seus indicadores refletem o que os investidores querem – medidas a partir das quais se possa investir. Alguns gestores de fundos, entretanto, como a Pimco e a Lombard Odier, agora oferecem índices baseados em medidas mais relacionadas nos fundamentos, como a ponderação pela relação entre a dívida do País e seu Produto Interno Bruto (PIB).
Fazendo um teste para avaliar o desempenho que o índice Lombard Odier teria apresentando no passado, seu retorno anual médio desde 2003 teria sido de 9,7% – 3 pontos percentuais abaixo de indicadores com base maior na capitalização de mercado. Mas, fundamentalmente, sua volatilidade, especialmente em 2008, quando os mercados emergentes desabaram, foi quase a metade dos outros índices.
A elevação da taxa de juros da China anunciada ontem enervou os mercados e poderia até certo ponto arrefecer o ardor dos otimistas mais candentes. Mas os detentores de bônus de países emergentes ainda podem querer reconsiderar como distribuem seus fundos. Abrir mão do retorno potencial não soa tão mal, se em troca se receber proteção contra a volatilidade à espreita do mundo dos mercados emergentes.





















