Economia

Avicultura dos Estados Unidos deve enfrentar concorrência brasileira

Para Conselho Nacional do Frango dos EUA e representantes da Tyson, Perdue e Pilgrim´s Pride, a indústria avícola do Brasil continuará a desafiar os produtores norte-americanos.

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A indústria de avícola do Brasil continuará a desafiar os produtores dos Estados Unidos, tanto no mercado doméstico como no mercado externo. A avicultura norte-americana deve aceitar o desafio competitivo, de acordo com o Conselho Nacional do Frango dos EUA (NCC, na sigla em inglês). A indústria dos EUA, segundo eles, precisa aprender a competir com esta vantagem brasileira e deve trabalhar politicamente para afastar uma carga crescente de regulamentações e/ou leis, que ameaçam sua competitividade.

CEO da Tyson adverte sobre o excesso de protecionismo

Donnie Smith, CEO da Tyson Foods acredita que o fato dos Estados Unidos possuírem um enorme potencial de mercado, além de serem considerados a maior economia do mundo, atrai o interesse de outros países como o Brasil. “É um ótimo lugar para fazer negócios, e não precisamos perder nossa competitividade como uma indústria”.

Smith expressou preocupação com a competitividade dos EUA, principalmente sobre o excesso de protecionismo. Para ele, isto acaba “reduzindo os custos para a indústria dos EUA, sem repasse desta redução par ao consumidor”. Para ele, isto reduz a competitividade americana globalmente.

Brasil está posicionado para o sucesso contínuo, diz o presidente da Perdue

Os avicultores dos Estados Unidos têm a vantagem de “jogar em casa” para liderar o mercado mundial de aves, porém, os brasileiros desfrutam de vantagens de custo de produção que dificilmente os EUA podem bater. “O Brasil vai ser um player global. Eles podem produzir cinco culturas diferentes de grãos em dois anos, enquanto os agricultores dos EUA podem no máximo, produzir três. Na maioria das vezes dois”, afirma Mike Roberts, presidente da empresa de produtos alimentares Perdue Farms. “O Brasil continuará a ser um player mundial, e teremos de aprender como competir com eles”.

EUA podem aprender com os brasileiros, diz Jackson

Don Jackson, diretor executivo da Pilgrim’s Pride, afirma que a realidade é que o Brasil está em uma posição única em relação à oferta mundial de carne, tanto na carne de frango e carne bovina. “As empresas brasileiras são as maiores interessadas em fazer contratos de produção e venda de frangos fora do Brasil”, disse

Jackson, cuja empresa foi adquirida em 2009 pela brasileira JBS S/A, disse que as empresas do brasil mostram um foco de custos e eficiência do qual as empresas dos EUA podem aprender.

“A forma como o Brasil lida com este negócio tem sido muito bem sucedida e traz um nível de eficiência que, em alguns aspectos, foi ignorado pela indústria dos EUA ao longo dos últimos anos”, explica Jackson. “Somos bem sucedidos, em alguns aspectos. Mas, eu acho que a aproximação do Brasil com o negócio de carne vai nos permitir reavaliar como lidamos com este negócio”, disse ele.  As informações são do site inernacional Watt.

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