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Economia

Nova postura brasileira

Estados Unidos cobram do Brasil abertura comercial similar a de países ricos. Obama também quer concluir Doha em 2011.

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Os Estados Unidos passaram a um novo patamar de cobrança sobre Brasil, China e Índia para se comprometerem em abrir seus mercados em “nível similar” a dos países ricos e facilitar a entrada de produtos industriais e serviços estrangeiros.

A cobrança ocorre depois que o presidente Barack Obama anunciou no G-20, em Seul (Coreia do Sul), que os EUA concordavam em tentar concluir a Rodada Doha de liberalização comercial em 2011, depois de dois anos afastados da negociação.

Obama assinalou pela primeira vez que estava disposto a pagar o custo político de tentar passar um acordo de Doha no Congresso, que se torna mais hostil a ele e à abertura comercial.

Na volta a Genebra, os países elaboraram um cronograma para tentar fechar a negociação até julho ou agosto de 2011, e assinar o acordo final numa conferência ministerial em dezembro.

Só que o engajamento americano vem com cobrança ampliada, singularizando Brasil, China e Índia. Até 2008, quando foi negociado um pacote agrícola, industrial e de serviços, os EUA aceitavam o mandato da negociação de Doha, prevendo “reciprocidade menos que total” por parte dos países em desenvolvimento – ou seja, os ricos deveriam abrir mais seus mercados.

Washington agora alega incessantemente que o “mundo mudou” desde 2008, quando Doha foi paralisada após confronto entre os EUA e a Índia na área agrícola. E insiste para os três grandes emergentes pagarem um preço “similar” ou “compatível” na abertura comercial, por suas presenças crescentes na economia global.

Na cena comercial de Genebra, os americanos dizem que o Brasil negociou melhor que eles em 2008 no desenho do pacote de Doha e precisam reequilibrar as concessões. O fato de a nação mais poderosa do mundo reclamar que bateram sua carteira na negociação só pode ser reconhecimento de incompetência ou tentativa esquisita de alterar as regras do jogo.

O Valor apurou que o embaixador do Brasil junto à OMC, Roberto Azevedo, insiste nas reuniões restritas com o que o presidente Lula declarou em Seul, no G-20, há três semanas: que o pacote de Doha estava 98% concluido. Sobram os 2% para barganhas industrial, de serviços e agrícola, desde que os EUA deem sua contrapartida.

Os brasileiros notam que um país não se torna desenvolvido em dois anos, como os americanos parecem alegar. Alem disso, o Brasil considera que já paga o preço de um sistema financeiro mais controlado, que limita sua competitividade e eleva o custo de capital – e, portanto, do custo país. As importações estão elevadas, e os EUA tem seu maior superávit comercial justamente com o Brasil. E, como se isso não bastasse, Washington, na prática, pede para o país praticamente exportar empregos para sua economia, deixando de produzir internamente.

Ao mesmo tempo, os EUA e outros países desenvolvidos querem manter sua capacidade de distorção no comércio agrícola, com subsídios elevados (EUA), tarifas de importação altíssimas, comércio administrado como a UE (cotas) e barreiras sanitárias e fitossanitárias.

A conclusão é de barganhas mais difíceis de se materializarem. E isso vai se refletir não só em Doha, mas também em outras negociações internacionais, com a mudança de poder em favor dos emergentes.

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