Produtores de ovos do município de Bastos, no centro-oeste de São Paulo, estão preocupados com o alto preço do milho. Quaresma é bastante aguardada.
Valor pago pelo ovo não cobre aumento de custo da ração
Produtores de ovos do município de Bastos, no centro-oeste de São Paulo, estão preocupados. Eles reclamam que o valor pago pelo produto não cobre o aumento dos custos da ração.
Na granja em Bastos, na região centro-oeste de São Paulo, o avicultor Sérgio Kakimoto cria galinhas para a produção de ovos. São 900 mil aves que produzem 750 mil ovos por dia. Nos primeiros 20 de janeiro ele produziu 15 milhões de ovos. São 10% menos do que o habitual. A opção para evitar mais prejuízos foi diminuir a quantidade de aves porque a ração está muito cara.
“Apesar de os preços dos ovos estarem relativamente interessantes, estamos tendo prejuízo de 10% a 15% no custo de produção”, calculou Kakimoto.
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Uma caixa com 360 unidades é vendida a R$ 39. Enquanto um saco de milho de 60 quilos, matéria prima essencial, já custa R$ 30.
“Uma caixa de ovo deveria comprar dois sacos de milho. Mas está praticamente um por um”, disse o avicultor Wellington Koga.
A esperança dos produtores é recuperar os prejuízos com o período da quaresma, época em que o consumo da carne é menor e o ovo fica mais frequente na mesa do brasileiro.
A caixa com 30 dúzias de ovos era vendida em janeiro do ano passado por R$ 32.





















