Por ordem de Dilma, governo cria “grupo China” para estudar a relação comercial com o maior parceiro comercial do País.
“Grupo China”

A relação econômica com o mercado chinês, maior parceiro comercial do País, motivou o governo brasileiro a criar o grupo China, reunindo técnicos do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A informação é do secretário executivo do MDIC, Alessandro Teixeira.
É a primeira vez, segundo ele, que o governo cria um grupo interministerial com a função de estudar a relação comercial com um determinado país. O grupo, explicou, foi criado por “ordem direta da presidente”. Teixeira destacou que o mercado chinês representa um desafio em termos de parceria e na busca de nichos para exportação. Para ele, a situação chinesa demanda estratégias inovadoras de inserção comercial. “A China hoje é um fator diferente. Porque ela produz qualquer produto com a metade do custo da média mundial. Então isso é um problema para o Brasil e também para os outros países. Haverá setores que vão perder competitividade e podem ter problemas. É o caso de brinquedos, têxtil e vestuário. Só vamos conseguir ganhar mercado se nos especializarmos em nichos.”
O secretário participou do Projeto Carnaval da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil), que transformou um camarote no Sambódromo do Rio em um ambiente de negócios, trazendo 150 empresários de diversos países.
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A corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado de 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.





















