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Internacional

Sucessão no FMI

Novas e velhas potências se chocam na sucessão no FMI. Europa e EUA não vão abdicar facilmente de suas regalias.

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Os impérios não costumam sucumbir do dia para a noite. As velhas potências não abdicam facilmente de suas regalias. E as em ascensão não conseguem exercer o poder agilmente.

“As mudanças mundiais quase sempre alimentaram conflitos econômicos, criaram problemas para o gerenciamento da economia e aumentaram as tensões diplomáticas”, disse recentemente o historiador da economia Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia em Berkeley, num simpósio. Às vezes as mudanças causam conflitos militares; muitas vezes, irrompem em tensões na economia e nas finanças internacionais.

Nesse contexto, a tensão sobre o sucessor de Dominique Strauss-Kahn na direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é mais que um cabo de guerra sobre que nacionalidade ganhará o comando do órgão credor multilateral.

É uma verdadeira engasgada nas instituições mundiais criadas em 1945 e que ainda não se ajustaram ao peso dos países emergentes, é um sinal da aquiescência relutante dos EUA e da Europa a um mundo que não dominam mais, uma manifestação do desconforto da China com o fato de que a administração de sua economia importa para o resto do mundo. É um pequeno passo à frente no que um relatório do Banco Mundial chamou esta semana de “multipolaridade” de um mundo com mais de uma ou duas potências econômicas.

Durante quase 60 anos o comando do FMI foi reservado a um europeu, e o do Banco Mundial, a um americano – uma tradição arcaica, se não ilegítima.

“A Europa não tem mais o direito divino de ocupar esse cargo”, escreveram esta semana Arvind Subramanian e Nicolas Véron, do Instituto Peterson de Economia Internacional, um centro de pesquisa de Washington. “O mundo mudou e os arranjos antiquados de 1945 (…) têm de evoluir de acordo com a realidade.” O próximo diretor-gerente do FMI, dizem, deve ser escolhido com base no mérito, “que não se encontra só na Europa”.

Quando Strauss-Kahn foi escolhido, em 2007 – depois de um espanhol, de um alemão e de um francês que ocupou o posto por treze anos, que sucedeu a outro francês que o ocupou por nove -, houve promessas de que seria diferente da próxima vez.

Mas ninguém previa que o cargo ficaria vago justo no momento em que o FMI está emprestando tanto para a Europa e disciplinando os governos perdulários do continente. Previsivelmente, a Europa afirma que não é o momento certo de aceitar um não europeu. E autoridades da Rússia à África do Sul e à China, previsivelmente, criticam os furos dessa lógica.

Mohamed El-Erian, da Pimco, o gestor de recursos egípcio que está numa lista crescente de possíveis chefes do FMI, propõe a seguinte escolha ao Fundo: “Mantenha sua abordagem feudal ou crie um processo seletivo aberto e meritocrático com critérios claros e transparência.” A primeira alternativa, diz ele, é mais rápida, mas “não tem credibilidade nem legitimidade”. A segunda resolve “uma velha carência”, mas é mais demorada.

A prisão de Strauss-Kahn em meio a uma crise financeira na Europa não favorece um processo ponderado e transparente. O mercado acha que, se os maiores países emergentes não se unirem rapidamente para apoiar um dos vários candidatos não europeus com experiência, o FMI vai acabar sob a tutela de outro europeu. Os franceses, que parecem sempre já ter alguém pronto, têm uma opção conveniente: Christine Lagarde, sua ministra da Economia.

A criação do FMI e de suas instituições afiliadas após a devastação da Grande Depressão e da Segunda Guerra iniciou uma era de estabilidade em que os EUA dominaram a economia mundial. Nas finanças internacionais, essa ordem do pós-guerra começou a ruir nos anos 70, quando a economia americana tropeçou, o dólar caiu, a Europa foi reconstruída e o Japão se tornou potência mundial.

A tendência rumo a um mundo multipolar foi interrompida nos anos 80 e 90 com o colapso da União Soviética, a indigestão da Europa ao engolir a reunificação da Alemanha e a crise financeira asiática, em que os EUA lideraram a cavalaria. “A potência dominante”, disse Eichengreen, “não mais podia agir unilateralmente, mas acabou assumindo a liderança.”

Agora essa era está acabando, diante da crise financeira gerada pelos EUA, em 2008, e do crescimento impressionante dos mercados emergentes. “Nem os EUA nem a China”, escreveu Eichengreen, “têm capacidade para administrar sozinhos os problemas econômicos mundiais, e nenhum dos dois terá a capacidade de ditar os termos” da solução. A tensão sobre quem vai comandar o FMI é algo menor se comparada ao desafio de garantir o suprimento de energia ou de buscar uma solução mundial para a mudança climática.

Num cenário com final feliz, as instituições mundiais mudam – a ascensão do G-20, grupo de países desenvolvidos e emergentes para substituir o mais estreito G-7, é um exemplo disso – e as grandes economias são forçadas a uma cooperação mutuamente benéfica.

Mas esse não é o único cenário, alerta Eichengreen. As décadas posteriores à Primeira Guerra foram marcadas pela incapacidade das potências em decadência e em ascensão de estabilizar a economia global e criar instituições funcionais; o resultado foi a Grande Depressão e a Segunda Guerra.

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