União Brasileira de Avicultura contesta ação antidumping movida pela África do Sul, que já foi estudada anteriormente pelo Icone.
Ubabef contesta África do Sul
A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) foi informada ontem (27) pelo Itamaraty e pela Embaixada do Brasil na África do Sul, que a Comissão de Comércio Internacional da África do Sul (ITAC) iniciou uma investigação antidumping contra exportadores brasileiros de frangos.
A ação se refere estritamente à exportação de frango inteiro e a cortes desossados, que correspondem a 20% do que é embarcado para o mercado sul-africano. Nos cinco primeiros meses deste ano, a África do Sul importou, ao todo, 82,6 mil toneladas de produtos avícolas do Brasil (somando-se frango inteiro, cortes desossados, além de frangos salgados, cortes com ossos e processados), com receita de US$ 92 milhões.
De acordo com o Presidente Executivo da Ubabef, Francisco Turra, as empresas brasileiras já demonstraram e deverão comprovar novamente que não há prática de dumping nas exportações avícolas para a África do Sul. No início deste ano, a entidade encaminhou um estudo elaborado pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), que apresentava a legitimidade das práticas brasileiras dentro das normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Há três anos se fala nessa ação, que inicialmente teria como alvo toda a exportação avícola brasileira, mas agora se restringe a uma parcela do volume embarcado. Esta revisão mostra que o clima é favorável para o entendimento entre os dois países, para que seja esclarecida e comprovada a inexistência de dumping por parte das agroindústrias brasileiras”, explica Turra.





















