A questão da carne brasileira para a Rússia será debatida na maior feira agrícola e de produtos alimentícios do mundo, que será realizada em Berlim na Alemanha no final deste mês.
Ministro da Agricultura do Brasil vai-se reunir com as autoridades russas para reverter as restrições à carne

A maior feira agrícola e de produtos alimentícios do mundo, que será realizada em Berlim na Alemanha no final deste mês, poderá proporcionar boas notícias para o Brasil. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, pretende se reunir com as autoridades russas que estiverem naquele evento para discutir a possibilidade da suspensão das restrições temporárias decretadas em 15 de junho de 2011 contra a importação da carne brasileira pela Rússia. As restrições afetaram as importações russas de suínos, bovinos e aves processadas em frigoríficos brasileiros. Segundo as autoridades sanitárias e veterinárias russas, as empresas brasileiras não cumpriram as normas de conservação desses produtos exigidas pelos órgãos de controle animal da Rússia.
Atualmente, Santa Catarina tem o único frigorífico brasileiro com permissão de vender suínos para a Rússia, o Pamplona, da cidade de Rio do Sul. Caso Moscou autorize as exportações, mais sete empresas, como Marbella, Aurora e BR Foods, poderão entrar no negócio – informou Jurandir Machado, diretor da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs). Essas empresas funcionam nas regiões Oeste e Meio-Oeste de Santa Catarina.
O presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, diz que o principal impacto para os produtores seria aumentar os preços no país. Independentemente da autorização, os produtores preveem aumentar em 50 mil toneladas a produção de carne de porco no Estado, atingindo 800 mil toneladas em 2012.
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A expansão ocorre para atender aos mercados do Japão, da Coreia do Sul e da China, que recentemente autorizaram a entrada de suínos brasileiros. Dessa forma, segundo o empresário, a Rússia deverá passar da segunda para a terceira posição como maior importador.





















