Falta de chuva ocasionou quebra na safra de milho. Grão é um dos principais componentes da ração dos suínos.
No RS, estiagem provoca aumento no custo da criação de suíno

Os criadores de suíno do Rio Grande do Sul enfrentam uma situação complicada neste início de ano. O preço da carne caiu e o custo de produção aumentou.
O período de férias escolares e o verão costumam provocar uma redução no consumo da carne de porco, o que também causa queda nos preços que o produtor recebe na granja. Os criadores independentes do Rio Grande do Sul dizem que o quilo do animal vivo caiu para R$ 2,35, valor 8% menor em relação à primeira quinzena de dezembro, antes das festas de final de ano.
Além do baixo preço que os criadores recebem pelo quilo da carne, houve aumento no custo de produção. Isso ocorreu por causa da estiagem no Rio Grande do Sul, que ocasionou quebra na safra de milho, um dos principais componentes da ração dos suínos. A esperança é que o mercado fique mais equilibrado nos próximos meses.
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Os produtores dizem que estão pagando até R$ 31,00 pela saca de milho colocada na granja. A associação dos criadores pede ao governo o fornecimento de milho a um preço mais acessível. “Pelo menos consiga liberar o preço do milho que seja viável para tratar suínos, em torno de R$ 24,00”, calcula Laurindo Vier, vice-presidente da associação.
A CONAB tem fornecido milho dos estoques oficiais para os criadores gaúchos. O limite por produtor é de 27 toneladas por mês. A Associação Brasileira dos Criadores diz que essa quantidade é insuficiente para atender a demanda.





















