Aprosoja quer adotar modelo de cooperativismo para pequenos e médios produtores do Mato Grosso.
Estímulo ao cooperativismo em Mato Grosso

Cada vez mais concentrado em grandes propriedades, o sistema produtivo de Mato Grosso quer elevar a aposta no modelo de cooperativismo entre os pequenos e médios produtores do Estado.
A Aprosoja, associação que representa os plantadores mato-grossenses de soja, promove amanhã o Seminário de Cooperativismo, no município de Sorriso. A intenção é estimular, por meio do Programa de Fomento e Intercâmbio de Cooperativas de Produtores (Cooprosoja), novas adesões de agricultores à cooperativas.
O objetivo é mostrar que os agricultores podem alcançar ganhos superiores de até 44% se comparados aos produtores independentes. Segundo dados da safra 2010/11, a rentabilidade dos cooperados foi equivalente a 6 sacas a mais por hectare em relação aos não cooperados.
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Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Vetor apontou que Mato Grosso, maior produtor agropecuário do Brasil, possui 13% dos produtores de soja, milho e algodão em sistema de cooperativas dentro de um universo de 5 mil agricultores analisados. A grande maioria dos cooperados, entretanto, está na cultura do algodão. Dos 419 entrevistados, 239 deles estão ligados ao cooperativismo, equivalente a 57% do total.
A pesquisa também levantou de que maneira os produtores negociam a compra de insumos e a venda da produção. O resultado apontou que 75% adquirem insumos de forma individual e 16% por meio de condomínios (compras coletivas) ou cooperativas. Por sinal, a economia feita por eles com compra de sementes para a temporada 2010/11 chegou a 20% em comparação aos independentes.
Em relação à venda da produção, 83% dos entrevistados realizam a comercialização individualmente e apenas 10% utilizam o sistema de condomínio ou cooperativas. O ganho dos cooperados na venda de soja sobre os produtores independentes chegou a 10% na safra 2009/10 e a 4% em 2010/11.
Conforme o presidente da Aprosoja, Carlos Fávaro, o modelo antigo de cooperativismo afastou os produtores devido a problemas financeiros. “Queremos resgatar a confiança e mostrar que é possível trabalhar seguindo exemplos bem-sucedidos de cooperativas”, diz o dirigente.





















