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Mesmo com aumento menor, exportação das cooperativas é recorde

Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Mdic: “Há um maior dinamismo nas vendas por meio de cooperativas”.

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Mesmo com aumento menor, exportação das cooperativas é recorde

Ainda que tenham alcançado um novo recorde, as exportações das cooperativas brasileiras registraram, nos primeiros cinco meses de 2013, sua menor taxa de crescimento para o período desde 2009, quando os reflexos da crise global deflagrada pela quebra do banco americano Lehman Brothers, em setembro de 2008, provocaram uma queda de 6,9% na receita dos embarques na comparação a igual intervalo do ano anterior.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as vendas das cooperativas ao exterior renderam US$ 2,379 bilhões de janeiro a maio, 2% mais que nos cinco primeiros meses do ano passado. Sempre levando em conta esse período, em 2012 o crescimento foi de 7,9%, em 2011 chegou a 29,9% e em 2010 atingiu 20,5%.

A secretária de Comércio Exterior do Mdic, Tatiana Prazeres, minimizou a aparente desaceleração e considerou bom o resultado. “De 2007 a 2013, as vendas por meio das cooperativas cresceram 94% e as totais, 55%. Há um maior dinamismo nas vendas por meio de cooperativas, que chegaram a 129 países nos primeiros cinco meses deste ano. As exportações brasileiras em geral apresentaram queda nos primeiros meses do ano e as das cooperativas subiram”.

De acordo com ela, o movimento de valorização do dólar tende a beneficiar também as cooperativas. “De maneira geral, o perfil das importações é mais sensível a essa variação cambial, contribuindo para a competitividade das exportações. O efeito líquido da variação cambial é mais positivo para as exportações”, afirmou ela ao Valor.

O açúcar refinado, carro-chefe da paulista Copersucar, liderou os embarques entre janeiro e maio. No total, os embarques do produto renderam US$ 574 milhões, ou 24,1% do total exportado pelas cooperativas. Em seguida aparecem carne de frango, destaque dos grupos paranaenses, com US$ 284,7 milhões (12% do total), açúcar bruto, com US$ 263,6 milhões (11,1%), café em grãos (US$ 234,6 milhões), farelo de soja (US$ 215,2 milhões), etanol (US$ 179,8 milhões) e soja em grãos (US$ 152,9 milhões).

Além de realçarem que as exportações das cooperativas brasileiras chegaram a 129 países nos cinco primeiros meses deste ano, os dados do Mdic mostram que 115 grupos de 20 Estados do país realizaram embarques no período. As vendas das cooperativas de São Paulo alcançaram US$ 982,6 milhões, ou 41,3% do total, seguidas pelas exportações com origem no Paraná (US$ 621,4 milhões), Minas Gerais (US$ 208,8,1 milhões) e Santa Catarina (US$ 182,4 milhões).

Apesar de ainda dependerem de destinos conhecidos como União Europeia, Estados Unidos e China, as cooperativas brasileiras se consolidam cada vez mais em mercados como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Argélia e Nigéria. Em conjunto, os destinos considerados menos tradicionais absorveram quase um terço dos embarques totais nos primeiros cinco meses de 2013.

As importações das cooperativas brasileiras, por sua vez, registraram crescimento de 5,4% de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo intervalo de 2012 e somaram US$ 90,5 milhões. É o maior valor para o período desde 2008. Nesse contexto, o superávit do segmento aumentou apenas 1,8% – o menor percentual desde 2009 – e foi de US$ 2,28 bilhões.

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