O Parque Eólico de Casa Nova, no norte da Bahia, já recebeu investimento de R$ 240 milhões e ainda não começou a gerar energia.
Parque eólico milionário no norte da Bahia está abandonado

O Parque Eólico de Casa Nova, no norte da Bahia, já recebeu investimento de R$ 240 milhões e ainda não começou a gerar energia. E não parece que vai começar a funcionar tão cedo. De acordo com o jornal O Estado de Minas, as 30 torres com turbinas de vento, há mais de 100 metros de altura, deviam ter começado a funcionar há dois anos. Contudo, uma série de falhas, atrasos de licenças e a falência das empresas responsáveis pela construção do empreendimento fez com que a planta da Companhia de Hidro Eletricidade do São Francisco (Chesf) ficasse abandonada. No local, segundo a matéria, trabalham apenas dois seguranças que cuidam dos equipamentos elétricos, cabos de aço e outros materiais, que já apresentam ferrugem por causa do longo tempo expostos sem proteção.
O Parque Eólico de Casa Nova integraria, junto aos de Sobradinho e Sento Sé, um dos maiores complexos de geração de energia eólica do país. O projeto previa a geração de até 180 megawatts, o que atenderia a uma cidade com 600 mil habitantes. Em agosto de 2014, funcionários do consórcio Ventos de Casa Nova, responsáveis pela obra, fizeram uma manifestação contra os atrasos nos pagamentos. À época, 58% do empreendimento estava concluído e a Chesf teve que pagar diretamente aos fornecedores para garantir a continuação dos trabalhos no local. “Não há dúvidas de que o Parque Eólico de Casa Nova será concluído e que todas essas questões serão resolvidas”, garantiu o então superintendente de Projetos de Construção de Geração, Ruy Barbosa Pinto Júnior.
A construção seria uma alternativa à energia produzida no Largo do Sobradinho, que tem sofrido com a seca e atualmente opera com cerca de 22% de sua capacidade. Para o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Anivaldo Miranda, o setor elétrico precisa passar por uma “mudança de postura” porque o Velho Chico não teria mais condições de sustentar a produção de energia. “A mudança é necessária. E deve ser uma mudança de modelo, seja usando formas alternativas de eletricidade, como a biomassa, os espelhos solares, neste que é um dos países com maior incidência solar do mundo, ou a energia eólica”, defendeu.
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