Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,28 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,32 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,77 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,08 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,85 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 166,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 181,66 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,13 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.175,36 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.087,75 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 175,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 157,65 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 148,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 160,76 / cx
Economia

Exportações do Agro passam de 51% do total do Brasil

Artigo dos especialistas Marcos Fava Neves e Rafael Bordonal Kalaki analisa a performance das exportações do agronegócio brasileiro e estabelece uma comparação com os demais setores da economia nacional.

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Exportações do Agro passam de 51% do total do Brasil

As exportações do agro em maio (US$ 8,64 bilhões) se comparadas com o mesmo período de 2014 (US$ 9,66 bi), diminuíram 10,5%. Essa queda levou a um saldo do agro de US$ 7,61 bi (7,6% menor).

O valor exportado acumulado no ano (US$ 34,1 bilhões) apresentou uma queda de 13,6% quando comparado com o mesmo período do ano de 2014 (US$ 39,5 bilhões). O saldo da balança do agro foi positivo neste período (US$ 28,1 bi), porém também apresentou queda de 13,1%. Se continuarmos nesse ritmo, fecharíamos 2015 com um montante de apenas US$ 82 bi.

Os demais produtos brasileiros fora do agro também tiveram uma drástica queda de 26,7% nas exportações (US$ 11,1 bi em 2014, para US$ 8,1 bi em 2015), o que levou a participação do agronegócio nas exportações brasileiras alcançarem incríveis 51,5% em relação ao total.

O saldo da balança brasileira em maio foi de US$ 2,8 bi. Já a balança acumulada no ano teve um grave déficit de US$ 2,3 bilhões. Mesmo em queda, o agro evitou um desastre ainda maior na economia brasileira. Sem o agro, a balança comercial estaria negativa em US$ 30,4 bi.

Neste maio, os campeões no aumento das exportações em relação a 2014 foram respectivamente: açúcar refinado (aumentou US$ 62,3 milhões em relação a maio 2014) e suco de laranja (US$ 43,9 mi).

Os principais produtos que diminuíram as exportações e contribuíram negativamente para a meta foram: soja em grãos (queda de US$ 253,6 milhões), carne bovina in natura (US$ 140,3 mi), farelo de soja (US$ 110,5 mi) e carne de frango in natura (US$ 110,3 mi).

Nos mercados de destino dos produtos do agro brasileiro, os 10 principais países que mais cresceram suas importações foram: Irã (US$ 80,0 milhões a mais que em maio de 2014), Tailândia (US$ 79,5 mi), Portugal (US$ 55,1 mi), Tunísia (US$ 40,9 mi), Egito (US$ 39,1 mi) e Arábia Saudita (US$ 37,7 mi).

O Brasil também perdeu vendas em alguns mercados, com destaque para China (US$ 224,8 milhões a menos que em maio de 2014), Estados Unidos (US$ 198,5 mi), Venezuela (US$ 171,1 mi) e Países Baixos (US$ 125,2 mi).

As importações do agronegócio comparando-se maio de 2014 com maio de 2015 diminuíram 27,5%, seguindo a tendência de queda observada ao longo de 2013 e 2014, já refletindo efeitos do campo.

O ano de 2015 não anda bem para as exportações do agro. Tivemos um primeiro quadrimestre de queda considerável nas exportações em relação a 2014, e em maio esta tendência continuou, principalmente do complexo soja, cana e carnes. Interessante observar que os principais mercados brasileiros também foram os que apresentaram maiores quedas em suas importações, principalmente a China, Estados Unidos, Europa e Russia.

Apesar do desempenho corrente, continuamos garantindo um saldo para a balança comercial do agronegócio brasileiro e buscando garantir também um saldo para a balança comercial do país. Porém, até o momento, o dólar mais forte não trouxe o impacto que esperávamos.

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  • Milho - Indicador
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