Entidade elegeu Oderli Schneider como novo presidente. Confira entrevista exclusiva cedida ao portal Avicultura Industrial.
“Temos condições de atingir o mercado avícola internacional”, diz novo presidente da Aves

No dia 21 de agosto, a Associação dos Avicultores do Espírito Santo (Aves) promoveu Assembléia Geral Ordinária para eleger a nova Diretoria da entidade para a gestão agosto 2015 – julho 2017.
Oderli Schneider foi escolhido como presidente da entidade avícola. Com exclusividade, Avicultura Industrial conversou com o novo líder da Aves, que destacou os desafios da nova gestão, a situação da avicultura de corte e postura do Espírito Santo e fez projeções para a cadeia avícola capixaba para este ano. Confira:
AI- Quais os objetivos/desafios que o senhor espera superar em sua gestão?
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Schneider- Os objetivos da Aves envolvem vários aspectos, mas o principal é atender a demanda que vem do nosso setor e dos nossos associados. Fazer com que o produtor possa ter condições para produzir mais e melhor, com custo e remuneração justos, respeitando o meio ambiente, os aspectos sanitários e de bem-estar animal. Este é o foco de nossa entidade e que caracteriza o desafio de levar ao consumidor um produto sempre melhor.
AI- Na avaliação do senhor, como está a situação da avicultura de corte no ES?
Schneider- Temos uma atividade totalmente voltada para a realidade de produção nacional, com condições de atingir o mercado avícola internacional. As estruturas de produção e a indústria vêm se adequando nos últimos anos quanto à sanidade e meio ambiente e vemos hoje que temos uma estrutura pronta para fazer crescer sua produção. Determinados aspectos estão em ajustes constantes, mas no geral o setor nos últimos anos conseguiu se adequar, mesmo frente a complexidade que existe com o modal de produção independente, que ainda é uma forte característica aqui no Estado.
O ES tem uma capacidade interessante de absorver a realidade de mercado e hoje consegue conviver com modelos de produção diferenciados, um exemplo foi a inserção da produção integrada que tem sua relevância junto à produção capixaba. Muito precisa ser feito ainda em vários contextos, que vão desde o tributário até o velho problema que temos com a garantia de abastecimento de insumos, mas vemos que esses gargalos são gradativamente solucionados ou, pelo menos, minimizados.
AI- E sua avaliação quanto a postura? O Estado realizou o primeiro concurso de qualidade de ovos fora de Bastos (SP). Reflexo do crescimento deste setor no Estado?
Schneider- A Avicultura de postura capixaba vem respondendo ao que vem sendo aplicado de esforços pelo produtor local em relação a investimentos e esforços junto a produção. O crescimento gradativo nos últimos anos vem de um conceito de tecnificação e acompanhamento da realidade do mercado, o que está permitindo a consolidação da produção a tal ponto de já trabalhar a indústria e também pensar no mercado externo.
O Concurso de Qualidade do Ovo, neste momento encampado pela COOPEAVI, faz parte desse esforço conjunto. Há cerca de um ano e meio vimos discutido esse trabalho objetivando melhor qualidade do nosso produto. O que queremos é moldar um formato que possa estimular o produtor produzir com melhor qualidade e que ele possa ganhar mais com isso. Obviamente isso refletirá em melhor opção e qualidade para o consumidor final e poderá dar destaque ao ovo produzido no ES.
AI- Quais suas projeções para a cadeia avícola para este ano, considerado um ano difícil economicamente?
Schneider- Vivenciamos uma realidade “apertada” para o setor de corte neste inicio de ano e também não tão tranquila para a postura comercial. Temos historicamente um dos custos de produção mais altos do País, mas o mais importante é que o produtor está conseguindo se manter na produção. Aliás essa é uma característica forte do produtor capixaba, que sempre viveu no “aperto”.
Diante das dificuldades que se mostram na economia e que se posicionam mais pessimistas a cada dia, vemos até com dificuldades fazer uma projeção neste momento, mas creio que tenhamos um setor que manterá seus números e que se tivermos um crescimento, mínimo que seja, sairemos de 2015 “no lucro”.





















