Sindirações divulgou balanço do primeiro semestre e aponta que setor foi favorecido pelo alívio no preço dos grãos, mas prejudicado pelo cenário econômico e golpe na imagem da cadeia produtiva
Demanda por rações para suínos recua 3% no semestre

De acordo com informações divulgadas na tarde desta segunda-feira (28/08) pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) a demanda por rações industrializadas contabilizou 33,1 milhões de toneladas e retrocedeu 1,5%, quando comparada ao mesmo período do ano passado. Em específico, a procura por rações para suínos decresceu 3,3% no primeiro semestre e somou 7,7 milhões de toneladas.
De acordo com o sindicato, a redução se deu em resposta ao retrocesso de 3% nas exportações de carne suína e de 3,5% na quantidade de abatidos (recuo concentrado no segundo trimestre), principalmente por causa do midiático golpe à reputação lançado em meados de março que prejudicou o crescimento contínuo dos embarques e pela fragilizada conjuntura econômica que inibiu o consumo e os investimentos. “Por outro lado, a generosa safra dos grãos, a relativa escassez da proteína bovina e a interrupção da recessão econômica podem contribuir para a retomada da atividade suinícola durante o segundo semestre”, complementou Ariovaldo Zani, vice-presidente executivo do Sindirações.
“A recuperação no ritmo dos embarques e a ainda lenta retomada do poder de compra, resultado da menor inflação e taxa de juros, parecem já refletir na cadeia produtiva, cuja reação perceptível a partir de julho poderá intensificar-se no segundo semestre, muito embora o desemprego continua resiliente e o ambiente de negócios ainda bastante instável”, concluí o representante do setor de rações.
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