País asiático investiu R$ 10,6 bilhões no ano passado no país
Em meio a crise global, China quer parceria com o Brasil

Analistas afirmaram que a China está tentando uma parceria com o Brasil em meio à guerra comercial global. De acordo com os especialistas, nem a crise política brasileira e nem o desentendimento dos orientais com os norte-americanos estão afastando seus investidores do País.
Segundo os analistas, o Brasil encabeça o mapa de investimentos da China por ser o único país continental que não está envolvido com entraves políticos de fronteira ou diplomacia, como acontece na Rússia, na Índia e nos Estados Unidos. Eduardo Centola, sócio do Banco Modal, instituição financeira que mantém parceria com a estatal China Communications Construction Company (CCCC), diz que os asiáticos veem o investimento como uma forma de acordo. “Para o chinês, o investimento não é resultado de uma parceria geopolítica, ele é parte dessa parceria”, afirma.
Um dos setores que mais deve atrair investimento dos chineses é o agronegócio. Para Kevin Tang, diretor-executivo da Câmara de Comércio Brasil-China, essa parceria pode se tornar vital e estratégica para as duas nações, já que a China não confia mais nos EUA. “À medida que um grande fornecedor de algo que é vital e estratégico para o país assume uma postura agressiva, a China precisa se resguardar. Na parte de alimentos e toda sua cadeia de insumos e logística, o Brasil é visto como um parceiro mais confiável”, comenta.
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Dados da consultoria Dealogic apontam que em 2017 a China investiu cerca de US$ 10,6 bilhões no Brasil. Apenas nesse ano, o Ministério do Planejamento já contabilizou aproximadamente US$ 1,3 bilhão vindo dos asiáticos.





















