Preços seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta mais enxuta do produto, principalmente do vermelho tipo extra.
Menor oferta sustenta cotações de ovos na primeira quinzena de fevereiro

De acordo com os dados divulgados hoje pelo Centro de Estudos Avançados e Economia Aplicada (Cepea), as cotações dos ovos perderam força nos últimos dias, refletindo o típico desaquecimento da demanda neste período do mês. Mesmo assim, os preços seguem em patamares elevados, sustentados pela oferta mais enxuta do produto, principalmente do vermelho tipo extra.
De acordo com colaboradores do Cepea, além dos elevados descartes de galinhas poedeiras realizados nos últimos meses, a menor disponibilidade de ovos vermelhos também reflete o alto índice de mortalidade das poedeiras desse tipo de ovo, que são mais sensíveis ao calor – vale lembrar que no mês passado, as temperaturas ficaram acima do usual em muitas regiões brasileiras.
Em Bastos (SP), uma das principais regiões produtoras de ovos do País, o preço médio da caixa com 30 dúzias do ovo branco tipo extra (a retirar) é de R$ 78,87 na parcial deste mês (até o dia 21), 40% superior ao de janeiro.
Leia também no Agrimídia:
- •Alta do frete interrompe queda no preço do frango no Brasil no fim de março
- •Chile confirma foco de Influenza aviária e suspende exportações avícolas
- •Conflito continua: crise no Oriente Médio pressiona avicultura global, impacta preços de ovos e custos de produção
- •TBT Agrimidia: A qualidade da água na avicultura – um fator essencial para a produtividade
Para o produto vermelho, a retirar na mesma praça, a valorização é ainda mais expressiva: de 49%, a R$ 101,14/cx neste mês. Para entrega na Grande São Paulo, o valor médio do ovo branco tipo extra neste mês, de R$ 84,73/cx, é 36% maior que o de janeiro. Para o vermelho, a valorização é de 42% na mesma comparação, a R$ 105,91/cx na parcial deste mês.





















