País notificou a OMC para pedir a alteração na regra. Mudança atinge todos os países que fornecem o produto, inclusive o Brasil
Arábia Saudita notifica OMC sobre redução do prazo de validade de carne de frango congelada importada

A Arábia Saudita quer reduzir o prazo máximo de validade de carne de frango congelada importada. O país notificou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para pedir a alteração na regra, que mudaria de 1 ano para 3 meses, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a medida afetaria todos os produtores e exportadores de carne de frango globalmente, inclusive o Brasil, e por isso está sendo abordada no Conselho Mundial da Avicultura (IPC), para que ocorra reação unificada.
O comunicado vem depois da Arábia Saudita ter suspendido a compra de carne de aves de 11 frigoríficos brasileiros, na última quinta-feira (6), por contaminação microbiológica.
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Em seu portal, a ABPA disse que a redução de validade de um produto “para três meses, sem critérios técnicos claros e longe da prática do mercado internacional, sugere uma decisão com potencial cunho protecionista”.
Ao G1, o governo brasileiro afirmou estar atento às situações recentes impostas pela Arábia Saudita e estudando eventuais medidas que possam ser adotadas.
Suspensão de compras
A Arábia Saudita suspendeu a compra de 11 frigoríficos brasileiros na última quinta-feira (6). Três dias depois do ocorrido, o país notificou à embaixada brasileira que a medida foi tomada porque produtos exportados pelas empresas envolvidas teriam ultrapassado limites e padrões microbiológicos estabelecidos, conforme informou Itamaraty em nota na terça-feira (11).
O governo brasileiro afirma que “não foram apresentados dados a respeito dos limites supostamente ultrapassados, nem dados científicos acerca da metodologia utilizada nas análises que teriam sido realizadas”.
Os 11 frigoríficos suspensos foram:
- 5 da Seara Alimentos: em Amparo (SP), Brasília (DF), Campo Mourão (PR), Caxias do Sul (RS), Ipumirim (SC);
- 3 da Vibra Agroindustrial: Itapejara D’Oeste (PR); Pato Branco (PR) e Sete Lagoas (MG)
- 2 da JBS: em Montenegro (RS) e Passo Fundo (RS);
- 1 da Agroaraçá: em Nova Araçá (RS).
No dia da suspensão, a JBS disse à imprensa, em nota, que procurou a SFDA para “dialogar e entender as motivações para o bloqueio” que a sua produção destinada à Arábia Saudita já foi redirecionada para outros mercados.





















