Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Economia

Crédito rural já alcança R$ 240 bilhões

Os desembolsos aumentaram 24% em 2022/23, impulsionados pelas linhas de custeio

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Crédito rural já alcança R$ 240 bilhões

De acordo com dados do Banco Central consultados e compilados pelo Valor em 6 de março, o sistema financeiro concedeu R$ 240 bilhões em crédito rural durante o período de julho de 2022 a fevereiro de 2023, representando um aumento de 24% em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando as liberações atingiram R$ 198,2 bilhões.

As linhas de custeio, que cresceram 42% nesses oito meses, alcançando R$ 146 bilhões, continuam a puxar o avanço. Já as operações de investimentos acumulam alta de 4% em relação à temporada passada – até fevereiro, as liberações foram de R$ 65,2 bilhões.

O número de contratos, no entanto, segue menor do que de 2021/22: foram 643,1 mil nos oito primeiros meses do atual ciclo e 729,6 mil no anterior. No mês passado, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reabriu algumas linhas para investimentos, que tinham saldo de R$ 2,9 bilhões e esgotaram-se em poucos dias. O desembolso para industrialização segue em ritmo parecido com a temporada passada, com R$ 11,3 bilhões.

Já os empréstimos para comercialização caíram para R$ 17,3 bilhões. Boletim do BC mostra o aumento das taxas médias de juros pré-fixadas que têm sido operadas pelos bancos e cooperativas de crédito nas linhas do Plano Safra 2022/23.

No Pronaf, para a agricultura familiar, a alíquota saiu de 3,9% para 5,8% ao ano nos programas abastecidos com recursos obrigatórios. Naqueles cuja fonte é a poupança rural com subvenção, o índice passou de 4,2% para 5,8% ao ano.

No Pronamp, para os médios produtores, as taxas das operações saíram de 5,5% para 8% ao ano, nas linhas com recursos obrigatórios, e de 5,6% para 8% ao ano, nos programas com poupança rural e equalização do Tesouro Nacional. Grandes produtores têm pagado 11,7% e 11,9%, em média.

Os juros médios das linhas abastecidas com Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que foram de 7,9% em 2021/22, agora estão em 13%. Nos programas com recursos livres, as taxas estão, em média, a 13,3% ao ano. Ontem, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse no Rio Grande do Sul que os juros para o setor agropecuário precisam cair.

“Temos uma inflação controlada, temos índices de crescimento reduzidos e as contas públicas sob controle. Por isso, é possível a redução das taxas de juros para que possamos criar um novo programa de investimento”, disse na abertura da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). O boletim do BC mostra ainda que o endividamento dos beneficiários do crédito rural no Sistema Financeiro Nacional tem crescido.

Em novembro de 2022, as dívidas eram de R$ 560,6 bilhões, ou 11,8% do total das operações de crédito. O setor produtivo do Rio Grande do Sul tem cobrado do governo uma solução mais efetiva para a situação dos agricultores e pecuaristas gaúchos que estão nessa situação por causa das perdas com as estiagens nos últimos anos. As medidas anunciadas até agora são consideradas insuficientes.

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) espera a concessão de desconto de 35% nas parcelas de financiamento vencidas, vincendas ou prorrogadas, além da prorrogação do vencimento das prestações deste ano do custeio pecuário e de investimento do Pronaf e Pronamp. A entidade também pede crédito especial aos pequenos produtores.

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