A empresa pretende, em 2005, entrar no segmento de biológicos, além de inaugurar uma nova fábrica em Cravinhos (SP).
Faturamento da Ouro Fino cresce 32%
Da Redação 14/01/2005 – A Ouro Fino Saúde Animal pretende aumentar o faturamento em 32% neste ano, para R$ 120 milhões. A empresa fechou 2004 com vendas de R$ 91,1 milhões, resultado 32% maior que o apurado no ano anterior. O crescimento foi superior à média do setor veterinário, estimada em 14%. Hoje, a empresa embarca para 28 países. O segmento de animais de grande porte representou 79% das vendas, ou R$ 72 milhões. A receita representa um crescimento de 27,2% na comparação com o apurado em 2003, quando foram o faturamento do segmento foi de R$ 56,6 milhões, informa a companhia.
As vendas cresceram com a aposta no segmento pet, de animais de pequeno porte, e as exportações”, diz Evaldo Alves, gerente de marketing da empresa de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O faturamento do segmento pet cresceu 48,4%, para R$ 8,19 milhões. “É um mercado restrito, porém interessante porque é mais rentável em comparação com o de animais de grande porte”, diz.
Já as exportações cresceram 58%, para R$ 10,9 milhões. A Ouro Fino conseguiu ampliar não só a carteira de países, mas também diversificou os produtos exportados, como carrapaticidas, endectocidas e até vermífugo para camelos, vendidos para o Oriente Médio e a África. “O Brasil é muito competitivo na exportação de produtos veterinários, por isso conseguimos aumentar as vendas para o exterior”, afirma o gerente.
Para dar conta do planejado aumento de vendas, a Ouro Fino está construindo uma fábrica de US$ 15 milhões no município de Cravinhos, próximo a Ribeirão Preto. Com isso, a empresa triplicará sua capacidade de produção. A unidade, que será inaugurada neste ano, está sendo construída dentro das “boas práticas de fabricação”, ou seja, dentro das normas aceitas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) e pela União Européia. A Ouro Fino pretende entrar nesses mercados no curto e médio prazos.
Para este ano, a empresa planeja entrar no segmento de biológicos, como o de vacinas de aftosa, brucelose e raiva bovina, que possuem o vírus atenuado e são de manipulação de maior risco. Esse segmento, um dos mais importantes da indústria veterinária, movimenta cerca de US$ 700 milhões no Brasil.
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