O cenário favorável à produção de grãos trouxe ânimo à alemã Basf, maior fabricante mundial de agroquímicos.
Basf espera recuperação no mercado brasileiro este ano
Redação (26/02/07) – Mas o alto nível de endividamento dos produtores ainda preocupa. Eduardo Leduc, diretor da divisão de produtos para agricultura da Basf no Brasil, observa que, a partir de junho, começam a vencer parcelas de investimentos em máquinas e armazéns, feitos em 2004, no auge da expansão agrícola no Brasil. Essas novas dívidas somam-se àquelas refinanciadas pelos produtores nos dois últimos anos e que também vencem em 2007.
"Muitos vão conseguir equilibrar as contas porque o cenário para grãos está melhor. Mas a situação ainda é delicada para dizer se haverá recuperação neste ano", afirma Leduc. O mais provável, segundo ele, é que a expansão agrícola se dê a partir de 2008. No ano passado, a divisão de produtos agrícolas e nutrição da Basf registrou queda de 34,4% no lucro operacional global, para 447 milhões de euros. As vendas líquidas recuaram 6,6% no ano, para 3,079 bilhões de euros. Em comunicado oficial, o grupo associou o resultado a quedas nas vendas de defensivos para os mercados europeu e sul-americano. Na América do Sul, onde o Brasil é o principal mercado, as vendas recuaram 21%, para 529 milhões de euros. A causa, segundo a empresa, foi a queda nas vendas de fungicidas para soja no Brasil e à valorização do real sobre o euro.
Conforme Leduc, a produtividade para milho e soja está melhor neste ano, o que pode trazer boa rentabilidade aos agricultores. Os segmentos de cana, café e citros também ampliaram as compras de defensivos, o que pode favorecer os resultados da empresa no Brasil neste ano. Por outro lado, observa, houve redução nos preços praticados pelas indústrias no período de plantio da atual safra, por conta da crise da soja e do milho. "A margem de ganhos diminuiu", diz. Para ele, o ano tende a ser melhor que 2006, mas só será possível dimensionar o nível de crescimento após a colheita da safra de verão.
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