Depois de passar por um ano difícil principalmente para os segmentos de bovinos e aves, a empresa investe em lançamentos para crescer.
Fort Dodge espera faturamento 6% superior em 2007
Redação (28/03/07) – A Fort Dodge Saúde Animal projeta um faturamento de R$ 135 milhões para este ano, o que representará um crescimento de 6% frente a 2006. O lançamento de dois produtos, sendo um para o segmento de pets e o segundo uma vacina já registrada pelo governo contra o circovírus (doença que acomete os suínos), deverá render à empresa maior exposição não só no mercado doméstico como também no exterior. Hoje, as exportações da Fort Dodge, na casa dos R$ 29 milhões, respondem por 24% da receita da empresa. Em breve, a empresa prevê ainda lançar uma vacina para aves que já é comercializada nos EUA e no Canadá, e no Brasil está em fase de registro no Ministério da Agricultura.
A Fort Dodge encerrou o ano passado com um faturamento de R$ 127,5 milhões, mesmo patamar do ano anterior. De acordo com o diretor-presidente da companhia no Brasil, Diptendu Mohan Sen, 2006 foi um ano muito difícil para o mercado doméstico. “Os efeitos da febre aftosa prejudicaram a pecuária e o preço da arroba caiu muito. Nós sofremos junto”, disse. Ainda entre os pontos que prejudicaram os resultados do ano, o executivo cita a Influenza Aviária e conseqüente redução da produção dos criadores de aves como mais uma causa para a crise no agronegócio.
Ao contrário do mercado doméstico, a receita gerada pelas exportações da Fort Dodge cresceu 21% em relação a 2005. “Em 1997, nosso faturamento no mercado externo girava em torno de 2 milhões de dólares. No ano passado, chegamos a 13,2 milhões de dólares”, destaca Diptendu Mohan Sen.
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Apesar de ter sofrido os efeitos dessa crise, Diptendu afirma que o mercado de saúde animal está voltando à normalidade. “Os produtores brasileiros estão começando a ver uma luz no final do túnel. Talvez a normalidade ainda não seja alcançada totalmente neste ano, mas em 2008 certamente o agronegócio do país terá resultados bem melhores”, disse.
Mesmo com os problemas que influenciaram o agronegócio em 2006, a Fort Dodge registrou crescimento em algumas áreas, o que Diptendu justifica pelo esforço de vendas de sua equipe, que foi capaz de minimizar os efeitos da crise. No segmento de bovinos, houve crescimento de 2,7% no faturamento, se comparado a 2005. O lançamento do Onyx, primeiro endectocida de longa duração do mercado, foi a principal causa da alta na divisão de grandes animais da Fort Dodge, responsável por 56% da receita da companhia. Para o desenvolvimento do endectocida, lançado no início de 2006, foram investidos US$ 8 milhões. Ainda entre os grandes animais, houve um aumento de 16% nas vendas de produtos para eqüinos, o que acabou por incrementar a participação do segmento na receita da empresa. “Olhamos para esse crescimento em eqüinos com muito carinho. O mercado de lazer está impulsionando este segmento”, ressalta Diptendu.
Como conseqüências da gripe aviária, responsável pela queda nas exportações e aumento da oferta de aves no mercado doméstico, o faturamento da Fort Dodge neste segmento em 2006 foi 8% menor que no ano anterior. Entre os lançamentos da empresa para avicultores, está a Poulvac Maternavac IBD-REO, primeira vacina comercializada no Brasil desenvolvida a partir de tecidos da bolsa de Fabrício para combater as doenças de Gumboro e Reovirus. O produto atua diretamente na proteção contra vírus que atacam o sistema imunológico das aves.
Entre as demais divisões da Fort Dodge, houve aumento de 10% nas vendas de produtos para ovinos e caprinos, gerado pelo lançamento do Cydectin Oral com embalagem backpack (mochila, no inglês), de fácil manuseio e mais econômica. As vendas de produtos para suínos acumularam alta de 28% e, no segmento de pets, o ganho chegou a 3,6%. “Atingimos as nossas expectativas graças aos bons resultados apresentados pela venda dos principais produtos da linha de pequenos animais, em especial Duramune Max, GiardiaVax e Bronchi-Shield III”, afirma o gerente da área de pequenos animais, Tiago Papa.
De acordo com o Sindicato Nacional de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era esperado para o mercado um crescimento de 6% a 8%, projeção que acabou prejudicada pela baixa nos preços da bovinocultura, que responde por quase 60% do negócio veterinário no Brasil. “Estamos certos de que este ano será melhor que 2006 principalmente para a avicultura e para o segmento de bovinos”, reafirma Nilder Laganá, diretor da área de negócios de grandes animais da Fort Dodge.
Neste ano, começa a funcionar em Campinas, onde está situado o complexo industrial da Fort Dodge no Brasil, o novo laboratório de pesquisa da empresa para desenvolvimento de produtos destinados ao mercado brasileiro, que consumiu investimentos da ordem de US$ 400 mil. Além deste investimento, em 2006 a companhia destinou R$ 5,4 milhões para o seu complexo industrial no interior de São Paulo, 9% a mais que no ano anterior.
Sobre a Fort Dodge
A Fort Dodge é líder mundial no desenvolvimento e fabricação de vacinas, sendo a quinta maior fabricante de produtos de saúde animal do mundo. A empresa é a divisão veterinária do grupo farmacêutico de atuação mundial Wyeth, um dos maiores laboratórios do gênero no mundo.





















