Parceria tecnológica entre USP e Biovet S/A resulta em inovação inédita no mundo e patente.
Nova vacina contra coccidiose aviária
Redação AI (26/06/07) – Agora é oficial. Neste mês (junho) foi depositada a patente no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para os marcadores moleculares do tipo microssatélite, usados na discriminação de cepas de Eimeria tenella, E. acervulina e E. maxima. Essas três espécies de Eimeria estão entre as mais importantes na infecção da galinha doméstica, acarretando prejuízos anuais da ordem de US$1 bilhão para avicultura mundial.
A inovação é fruto da parceria entre o Laboratório Biovet e a Universidade de São Paulo (USP), cujo trabalho foi coordenado pelo Prof. Dr. Arthur Gruber.
Os marcadores microssatélites auxiliaram o processo de desenvolvimento da Bio-Coccivet R, vacina contra a coccidiose aviária lançada em 2005 pelo Biovet (leia mais sobre o produto abaixo). Já utilizada há bastante tempo no campo da medicina forense, diagnóstico de paternidade e em estudos de doenças genéticas, a tecnologia permite realizar, por meio da genotipagem molecular, o monitoramento epidemiológico e a discriminação das amostras vacinais e de campo das principais espécies de Eimerias aviárias.
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A inovação foi decisiva para o Biovet tornar-se o primeiro laboratório de saúde animal do mundo a produzir vacinas contra coccidiose aviária em conformidade com os modernos conceitos de rastreabilidade, cada vez mais indispensáveis à avicultura.
A seguir, o Prof. Dr. Arthur Gruber comenta a importância da inovação para ciência avícola:
– Em paralelo ao desenvolvimento da Bio-Coccivet R, o Biovet passou a oferecer uma tecnologia que permite, em uma única palavra, monitoramento. Ou seja, graças ao trabalho que nós desenvolvemos em parceria com a empresa, obtivemos o equivalente a uma impressão digital das amostras de Eimeria, tanto das cepas de campo como as de uso comercial, incluindo até mesmo as cepas presentes nas vacinas comercialmente disponíveis.
– Em outras palavras, hoje somos capazes de diferenciar quaisquer cepas, identificar as cepas presentes nas vacinas do Biovet, assim como cepas de quaisquer outras vacinas comerciais. É possível afirmar, portanto, a partir do desenvolvimento desses marcadores moleculares, que não há mais segredos. Podemos por exemplo, investigar em uma determinada região, se existe ou não a prevalência de uma determinada cepa, vacinal ou não. Da mesma forma, a biopirataria também poderá ser detectada, isto é, se as cepas da vacina do Biovet forem, de forma não autorizada, propagadas e re-embaladas em um novo produto comercial. Podemos, portanto, detectar exatamente o que está acontecendo. Finalmente, é importante ressaltar, essa tecnologia, aplicada às Eimerias e desenvolvida inteiramente no Brasil, é inédita no mundo.
– Esse ineditismo foi confirmado através de uma extensa revisão bibliográfica na literatura científica nacional e internacional, bem como através de levantamento em bases de dados de patentes internacionais. Em ambos os casos não foram encontrados nenhuma menção ao desenvolvimento e aplicação de microssatélites em Eimeria, nem à concessão de nenhuma patente para esta tecnologia. Em função disso, e em comum acordo entre a Universidade e o Laboratório Biovet, decidimos patentear esta tecnologia.
A partir de agora, o ineditismo dessa tecnologia passou a ser oficial. Essa conquista ganha ainda um sabor especial devido ao fato que o Laboratório Biovet S/A — empresa de capital 100% nacional, e que sempre investiu em inovações em parceria com universidades e institutos de pesquisas brasileiros –, completa 50 anos desde sua fundação.
BIO-COCCIVET R
Bio-Coccivet R, a vacina contra a coccidiose aviária fabricada pelo Laboratório Biovet, é constituída de uma suspensão viável das seguintes Eimerias: E. acervulina, E. brunetti, E. maxima, E. necatrix, E. praecox, E. tenella e E. mitis, isoladas no Brasil e multiplicadas em aves livres de agentes patogênicos específicos (SPF – Specific Pathogen Free).
A Bio-Coccivet R, vacina viva contra a coccidiose aviária para reprodutoras leves e pesadas de uso veterinário, traz as seguintes inovações:
– Formulação na forma de suspensão de oocistos de Eimeria em diluente especial, o que permite a administração combinada a outras vacinas como Gumbor-Vet, New-Vacin e Bio-Bronk-Vet, entre outras.
– Aplicação em dose única, prática e versátil, aproveitando o manejo normal das aves, podendo ser aplicada: via spray no primeiro dia de vida no incubatório; via ocular/nasal na debicagem das aves; ou na primeira vacinação na granja.
– É a primeira vacina contra coccidiose aviária em conformidade com os modernos conceitos de rastreabilidade, cada vez mais indispensáveis à avicultura. Para isso, as cepas presentes na composição da vacina foram submetidas à tecnologia de genotipagem por marcadores microssatélites. Essa tecnologia permite a diferenciação inequívoca das cepas vacinais da Bio-Coccivet R de quaisquer outras cepas de campo ou de outras vacinas comerciais. Esta tecnologia, inédita no mundo, é fruto da aposta do Biovet em pesquisa e desenvolvimento próprios, com cientistas e investimentos 100% brasileiros.





















