Entender como se desenvolve o sistema imunológico do suíno, o verdadeiro “exército” de defesa do animal, é um dos primeiros passos para a melhoria da imunidade do plantel e da eficiência produtiva.
VIII SBSS traz especialista para discutir estratégias de vacinação e imunidade do rebanho

Para debater estratégias de vacinação e imunidade de rebanho de forma mais global, o VIII Simpósio Brasil Sul de Suinocultura traz William Marcos Teixeira Costa, Professor de Epidemiologia e Controle das Doenças Infecciosas em Suínos, no dia 13 de agosto, às 9h.
Apontado como um dos eventos mais tradicionais do calendário do agronegócio brasileiro, o SBSS traz 12 nomes renomados no cenário da suinocultura nacional e mundial para discutir os desafios e tendências do setor em sanidade, nutrição e manejo, de 11 a 13 de agosto, no Centro de Eventos e Cultura Plínio Arlindo De Nes, em Chapecó. A inscrições podem ser feitas no site www.nucleovet.com.br, profissionais podem garantir seu lugar por R$ 320,00 e os estudantes por R$ 220,00. Na data, as inscrições custam R$ 370 e R$ 260, respectivamente. As vagas são limitadas.
Desafios sanitários
Na maioria das granjas a única ação ligada ao sistema de defesa é a aplicação de vacinas, conforme o especialista. “Não se observa no campo uma preocupação com o adequado desenvolvimento das estruturas imunológicas e com a capacidade dos animais em responder adequadamente a desafios sanitários, seja através de um programa de vacinação bem ajustado ou de outras técnicas de melhoria da resistência dos animais”.
Costa alerta que a melhoria do status sanitário de qualquer rebanho só ocorrerá com a utilização de técnicas que incluem redução do desafio, fornecimento de condições ambientais, sociais e nutricionais que permitam o adequado desenvolvimento do sistema imune, fornecimento de imunidade passiva até sua completa maturação e só então um programa de vacinação.
No processo de estabelecimento de um programa de vacinação deve-se levar em consideração: a ocorrência de subpopulações, a ingestão de colostro e a duração da imunidade passiva, o desenvolvimento imunológico do leitão, as doenças que se pretende controlar e as particularidades imunogênicas de seus agentes.
Segundo ele, a escolha das vacinas adequadas, a partir da identificação das cepas utilizadas na sua produção e a característica dos adjuvantes, também interfere na resposta imune ao agente e na duração da imunidade. “Para garantir que todos os animais sejam imunizados é necessário o acompanhamento da execução da vacinação e a avaliação dos resultados, através de dados zootécnicos e monitorias clínicas e de abatedouro”, finaliza.
O VIII SBSS contará ainda com uma série de debates paralelos promovidos por parceiros e a feira de negócios VII Pig Fair, que já se consolidou como uma praça de oportunidades técnicas e comerciais e reunirá pelo menos 60 empresas de genética, nutrição, sanidade e equipamentos nesta edição.
Debates, interação e foco nos negócios
O especialista austríaco Ferdinand Entenfellner abre a programação com a palestra sobre os “Aspectos produtivos e sanitários em baias de gestação coletivas”, no dia 11, às 14h05. Mestre em produção animal, Fernanda Vieira aborda “Bem estar animal na suinocultura”, às 15h. O espanhol David Saornil Rincón encerra o primeiro dia com a apresentação sobre a “Importância do consumo de ração durante a lactação e diferentes fatores que a influenciam”, às 16h25.
O segundo dia contará com os debates sobre “Otimização dos Recursos Humanos na Suinocultura Moderna”, com o especialista Dirceu Zotti, às 9h, “Aspectos nutricionais que influência sistema reprodutivo das fêmeas”, com o Dr. Prof. Sung Woo Kim, às 10h30min, e “Manejo de Bandas e otimização do processo produtivo na granja”, com o consultor Alexandre Cezar Carvalho Dias, às 11h30m. Na parte da tarde, a médica veterinária Ana Lúcia de Souza fala sobre “Produção de suínos com ou sem ractopamina”, às 14h, e o pesquisador Gustavo Lima aborda “Ajustes de manejo para melhor desempenho econômico na fase de terminação”, às 15h.
O Dr. Luiz Felipe Caron abre o terceiro e último dia de evento com a discussão sobre “Sistema imunológico do suíno”, às 8h. Em seguida, William Marcos Teixeira Costa aborda “Vacinação e imunidade de rebanho”, às 9h. A mestre em patologia veterinária Eliana Paladino discorre sobre “Biossegurança desmistificada: ciência por trás das recomendações”, às 10h30min. A palestra de encerramento vem de encontro às mais recentes dúvidas e receios da suinocultura brasileira. O professor Amauri Alfieri falará sobre “Senecavirus A e a ocorrência de lesões vesiculares e mortalidade neonatal em suínos no Brasil”, enfermidade que atinge rebanhos e provoca mortalidade de leitões, na quinta-feira, 13, às 11h30min.
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