Mesmo com dificuldades, setor encerra o ano com bons motivos para comemorar. Confraternização da Associação Paulista de Avicultura(APA) reuniu representantes do setor durante a noite desta segunda-feira.
Garantindo 50 mil empregos, Avicultura Paulista encerra o ano em comemoração

“Um ano para se festejar”. Com essas palavras o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer, deu boas vindas aos representantes do setor que se reuniram no tradicional jantar de Confraternização de Fim de Ano. Com a presença de autoridades políticas, lideranças da avicultura, empresas, associados e imprensa, o evento, ocorrido na noite de segunda-feira (14/12), novamente foi um sucesso e mostrou que os avicultores do estado de São Paulo estão unidos para garantir empregabilidade, sanidade e seguridade do setor.
Representando a Apa, Pozzer resumiu 2015 como um bom ano para o setor avícola. “Para a avicultura de postura foi um ano bom, com poucos meses sem margem. Isso é bom, porque uma atividade que dá margem sobra dinheiro para investir mais em funcionário, seguridade, sanidade, entre outras coisas; isso acontece porque eles (produtores) estão sabendo controlar mais a produção”, diz. “O consumo de ovos vem crescendo, eles vêm aumentando também a produção, mas comedidamente. Com relação avicultura de corte para o Estado, para as empresas que exportam foi um ano muito bom; para as que não exportam e dependem somente do mercado interno foi um ano muito difícil no primeiro semestre e no segundo houve uma melhora nos preços, embora os custos tenham subido bastante altos. Portanto, frente a situação de outros setores, podemos festejar sim, comemorar”, acrescenta.
Sobre a tradicional confraternização, Pozzer explica que o principal objetivo é manter o setor unido. “Queremos manter o setor unido, juntamente com as demais instituições que fazem parte da cadeia, é uma forma de manter o pessoal comprometido com a avicultura, porque um setor que emprega 50 mil pessoas no estado de São Paulo precisa ter muita responsabilidade com relação as decisões que tomamos”, entende.
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Ciente de que 2016 será um ano de poucas facilidades, o representante sinaliza cautela para os produtores. “Diria que será um ano um pouco difícil, com relação a custos de matérias primas; mas com o milho e a soja dolarizado, o que manda hoje é o mercado internacional. Assim, temos que nos preparar para o próximo ano com custos mais altos, isso significa que precisamos estudar muito bem o que vai se produzir para que não se produza demais e tenhamos um excesso de produção que seria ruim para todo mundo”, sugere. “Hoje, o nosso maior patrimônio é o sanitário e vamos continuar a trabalhar para que a gente continue trabalhando sem abrir mão da questão bioseguridade em todas as granjas. Temos que primar pela sanidade”, concluí.
Entre as autoridades presentes, destaque para a diretoria da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), deputados estaduais e o Secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento de SP de Agricultura, Arnaldo Jardim.
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