Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,37 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,41 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,97 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,85 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 201,42 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 202,23 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.251,47 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.107,94 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,54 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 196,95 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 182,23 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 198,59 / cx

Embrapa e Abipecs apresentam LSPS na AveSui 2006

Metodologia usada na pesquisa de previsão e acompanhamento conjuntural da suinocultura brasileira foi questionada durante a apresentação.

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Embrapa e Abipecs apresentam LSPS na AveSui 2006Redação (27/04/06) – A suinocultura é hoje um dos setores mais importantes do agronegócio nacional. Altamente tecnificada e desenvolvida, a atividade suinícola brasileira ostenta níveis de produtividade que nada devem aos principais países produtores de carne suína do mundo. Além de ser provedor de uma proteína de extrema qualidade para a população brasileira, o setor suinícola vem registrando, nos últimos anos, um expressivo desempenho no mercado internacional, elevando ano a ano os volumes exportados e a receita obtida com os embarques.

Apesar de todo esse desenvolvimento, a cadeia produtiva de carne suína no Brasil é extremamente suscetível a crises econômicas. São os chamados movimentos cíclicos de expansão e retração nos volumes e na lucratividade, que invariavelmente acabam punindo severamente o elo mais vulnerável da cadeia: o produtor.

Embrapa e Abipecs apresentam LSPS na AveSui 2006Uma das poucas unanimidades entre os diferentes agentes que compõem o setor suinícola é a urgente necessidade de elaborar e implementar mecanismos de coordenação que permitam ao setor ajustar os volumes produzidos à demanda interna e externa. Diante dessa exigência, a Embrapa Suínos e Aves já vem, há algum tempo, trabalhando na elaboração de uma metodologia que possibilite aos agentes da cadeia produtiva acompanhar o comportamento do setor e realizar projeções futuras, antevendo tendências e possíveis variações de mercado.

O levantamento sistêmico da produção e abate de suínos (LSPS) no Brasil, metodologia desenvolvida pela Embrapa Suínos e Aves em parceria com a Associação dos Produtores e Exportadores de Carne Suína (Abipecs) foi o tema da apresentação do pesquisador da instituição de pesquisa, Marcelo Miele, e de Jurandi Machado, diretor da Abipecs, no segundo dia do V Seminário Internacional de Aves e Suínos, realizado na AveSui América Latina.

Metodologia Abipecs/Embrapa – Desenvolvido para suprir a demanda de informações para a gestão da cadeia produtiva da carne suína, o LSPS, explica Miele, é uma pesquisa de previsão e acompanhamento conjuntural da suinocultura brasileira, que tem como objetivo fornecer estimativas dos abates e da produção de carne suína, a partir do alojamento de matrizes (em número de cabeças), da sua produtividade (em terminados/porca/ano) e do peso médio da carcaça (em quilos). “A partir do levantamento dessas variáveis são estimados o volume de abate em número de cabeças e a produção de carne suína em toneladas”, afirma Miele.

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves explica que os dados são coletados nos meses de março, junho e outubro de cada ano nos oito principais Estados produtores e processadores de carne suína do País. Ou seja, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Além disso, a pesquisa é complementada para os demais Estados com estimativas feitas a partir dos dados do Censo Agropecuário de 1996”, comenta.
Segundo Miele, a pesquisa é realizada por Estado e leva em consideração as particularidades regionais, de organização da cadeia produtiva e de tecnologia do suinocultor. Os dados e informações são obtidos em reuniões com dirigentes, técnicos e membros de associações nacional e estaduais de suinocultores e de sindicatos estaduais das indústrias processadoras de carne suína. Participam também das reuniões dirigentes e técnicos das agroindústrias e cooperativas e outros atores do setor, como representantes comerciais de empresas de genética. De acordo com o pesquisador da Embrapa, as reuniões seguem um roteiro padrão na qual são apresentados os dados anteriormente coletados; realizada a revisão e validação desses dados para o ano em curso; a estimativa dos dados para os próximos dois anos e a apresentação de cenários futuros como fechamento do processo e consolidação de um conhecimento comum aos presentes.

Ajustes e credibilidade O diretor da Abipecs apresentou algumas projeções para a suinocultura brasileira. Segundo ele, o setor deve fechar o ano com um plantel de 36,11 milhões de cabeças, número que representa um aumento de 6% em relação ao ano passado. “Essa estimativa reflete o pessimismo existente no mercado atualmente”, afirma. Machado também comentou que o consumo per capita de carne suína vem encolhendo nos últimos três anos. “A carne suína vem perdendo mercado para outras proteínas animais e tudo indica que nos próximos anos o consumo per capita não vai variar muito dos atuais 11 quilos”.

Segundo o diretor da Abipecs, 2006 será um ano de bastante oferta no mercado interno. “Em 2007 a situação será semelhante, com o agravante que poderá haver pressão nos custos de produção por conta da possível escassez de milho”. De acordo com Machado, para que haja equilíbrio entre oferta e demanda de carne suína no Brasil, o setor tem que registrar um crescimento em suas exportações da ordem de 10% ao ano. 

Ao contrário do que se possa imaginar, o LSPS não é uma unanimidade dentro do setor. Rubens Valentini, presidente da ABCS, reconhece a importância da iniciativa, mas afirma que a metodologia necessita de ajustes para assegurar a participação de todos os elos da cadeia e, sobretudo, garantir a idoneidade e credibilidade do levantamento. A principal crítica de Valentini se refere a uma cláusula do LSPS, publicada na versão eletrônica do documento, segundo a qual os dados do levantamento têm que ser submetidos ao Conselho da Abipecs antes de serem publicados. O trabalho é bem vindo, oportuno, pois o setor se recente de um levantamento como esse”, diz Valentin. “Porém, algum pontos da metodologia me fazem vê-lo com certa reserva”, afirma. Para Valentini, para se consolidar como um trabalho de credibilidade o levantamento precisa contar com participação efetiva de todos os elos da cadeia, de um cronograma estabelecido com mais rigor e de um sistema autônomo de divulgação.

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