Soja em queda com rumores de biodiesel, milho recua e trigo sobe na bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja abriram em queda nesta quinta-feira (15/5) na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a pressão do mercado de óleo vegetal e as mudanças nas expectativas sobre a política de biodiesel nos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em julho caem 2,09%, negociados a US$ 10,5200 por bushel.
O movimento de baixa é impulsionado por rumores de que o uso de biodiesel nos Estados Unidos não crescerá tanto quanto o previsto inicialmente nos novos mandatos de mistura obrigatória, apontou a consultoria Granar. Além disso, a expectativa de que a divulgação oficial das novas regras da Agência de Proteção Ambiental (EPA) ocorra apenas nos próximos meses, sem data definida, frustrou o mercado, que aguardava o anúncio no fim de abril. Com a perspectiva de menor demanda por óleo de soja para biodiesel, investidores realizam lucros após uma valorização acumulada de mais de 7% na semana anterior. Em contrapartida, a menor expectativa de moagem favorece a recuperação do farelo de soja, que vinha operando em níveis deprimidos.
As exportações de soja 2024/25 nos Estados Unidos cresceram 66% na semana finalizada em 8 de maio em comparação à semana anterior, segundo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No entanto, na média das últimas quatro semanas, os embarques caíram 14%, somando 429,9 mil toneladas. O Egito foi o principal destino da oleaginosa americana, seguido da Indonésia, México, Japão e Costa Rica. As vendas líquidas de soja caíram 25% em relação à semana anterior, somando 282,4 mil toneladas.
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O milho para julho também registra queda, de 0,82%, cotado a US$ 4,2375 por bushel. A pressão vem da expectativa de safra recorde nos Estados Unidos para a temporada 2025/2026, que pode superar os 400 milhões de toneladas, além do avanço rápido do plantio e da queda nos preços do petróleo, de acordo com a consultoria. As exportações de milho nos EUA caíram 25% em relação à semana prévia, com as Filipinas em primeiro lugar. Já as compras líquidas cresceram 24% em relação à média das últimas quatro semanas, totalizando 1,6 milhão de toneladas entre 2 e 8 de maio.
Já o trigo opera em alta de 0,23%, com o contrato de julho negociado a US$ 5,4025 por bushel. As cotações reagem às chuvas registradas em Dakota do Norte, que ajudam a aliviar a seca durante o plantio, e aos bons rendimentos esperados na produção do Kansas, segundo avaliação do Comitê de Qualidade do Trigo, que percorre áreas do cinturão agrícola. As exportações de trigo americano caíram 25% na semana, totalizando 371,4 mil toneladas, com as Filipinas como principal destino. As vendas líquidas chegaram a 58,6 mil toneladas, com o Marrocos como principal comprador e o Brasil aparecendo em quarta posição, comprando 15 mil toneladas.





















